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terça-feira, 22 de março de 2011

A saga do molho maldito




Um conto endemoniado

Era uma vez uma menina de grandes olhos castanhos circulados por olheiras roxas de panda. Essa menina tinha uma avózinha que cozinhava muito bem: senhora esperta, quase uma baiana arretada no gosto por pimenta. A senhora mandava estoques semanais de seu molho mágico super-secreto e conquistador de multidões para a menininha, que sonhava em aprender a cozinhar como a avó, e herdara seu gosto pela pimenta, assim como sua língua bífida e seu calcanhar seco. Uma bela noite de verão, a menina olhou para a lua no céu, vestiu seu amuleto de maçãs saltitantes e marchou para a cozinha quente. Faria um bolonhesa de beringela tão bom quanto o molho de sua avó. Cortou cebolas com precisão de cientista, picou minuciosamente seus legumes variados. Admirou-os, enquanto centelhas de fogo saltavam do fogão ao refogá-los no mais fino e verde azeite. Acrescentou os tomates mais doces, uma pitada de açúcar para regular a acidez, e o lindo elixir ia engrossando como o âmbar das árvores do bosque. Mas aquela noite estava fadada a mudar. Armada com seu potinho do fundo da geladeira, a Feiticeira Zica invadiu a cozinha, oferecendo seu tempero amaldiçoado, disfarçado por lindas e vermelhas pimentinhas malaguetas para a ingênua meninha: "Você quer cozinhar como sua avó? Então apimente bem queridinha, e você terá o molho perfeito". A aprendiz de cozinheira, enfeitiçada pela beleza daqueles dedinhos vermelhos, empolgou-se, e tão logo pôs 5 pimentinhas na panela, sem titubear, a feiticeira desapareceu, deixando-a à própria sorte no calor do fogão. Cheia de expectativa, a menininha experimentou seu belo molho em uma grande colherada. Em contato com suas papilas, o molho se tranformava em fogo, sua língua latejava. Quase teve uma síncope, a pobre menina! Correu para o banheiro, escovou os dentes e passou listerine, e não conseguia mais sentir gosto algum. Desesperada, botou abaixo 5 copos d'água, enquanto, vermelha e suando, tentava neutralizar aquela maldição em forma de pimenta! Adicionou água, tomate, açúcar, e nada! Pesquisou, com pouco efeito, no grande oráculo Google, mas as berinjelas pareciam ter absorvido todo o poder da malagueta. Ao irromperem porta adentro, pai e mãe encontraram um resto de menina, de bochechas em chamas, com suas últimas forças tentando lutar contra a maldição. Já não sentia mais o gosto de sua própria comida, não sabia se o sabor apimentado que ainda sentia era fruto daquela primeira colherada, ou se suas investidas foram infrutíferas. A grande sábia assumiu o fogão e tentou de tudo. A solução encontrada, entretanto, foi fazer outro molho, e adicionar uma ínfima parte do molho anterior, e acompanhar a refeição com alguns litros de água.

Sopa de Brócolis




Em mais uma ronda diária pelos blogs que eu mais gosto, me deparei com essa sopa de brócolis e romanesco do Chucrute com Salsicha. Com esse friozinho chegando, já vinha com vontade de tomar sopa, e fiquei com a idéia ideia (ohmy- não consigo me acostumar com a ideia de que o acento caiu!) da sopa de brócolis que engrossava por si só na cabeça. Na semana seguinte, fiz a minha versão. 

Acho que no Brasil ainda não temos uma cultura de sopas muito grande, e é uma pena. Nos restaurantes, são raras, preteridas por todos e poucos se arriscam a ultrapassar a clássica trindade- canja, capelete, minestrone. Em casa, tidas como demoradas, são um prato pouco usual, embora tão fácil e tão versátil- é cortar os legumes e raízes que tiver e jogar na panela com caldo!

Enquanto isso, os gringos mais uma vez nos oferecem milhares de variações de todos os estilos: exóticas, elegantes, quentes, e até frias, para serem saboreadas no verão. Outro dia, precisando esquentar a alma com uma bela sopa, tivemos de pensar muito até que tivéssemos uma idéia de que local poderia nos oferecer belas sopas. Fomos ao Le Vin, e que decepção! Por preço de ouro, nos foi oferecido sopas de cebola intragavelmente pesadas e uma sopa de legumes digna de hospital de segunda categoria.

Lembrei que há algum tempo, havia lido no Ig uma matéria sobre sopas. Nela, a chef natureba Tatiana Cardoso explica um pouco sobre os princípios de uma boa sopa: não mais de 5 ingredientes, utilização de grãos, tubérculos para engrossar, formas de "aromatizar"... Seu livro, Cozinha Natural Gourmet, está há algum tempo na minha lista, e venho tentando convencer a minha mãe a uma "viagem" através da cidade até os confins da Chácara Flora, para provarmos seu restaurante, o Moinho de Pedra. Vale a pena ler o artigo, e, inspirada nele, adicionei um pouco de gengibre à sopa, o que deu um toque picante e exótico.

Ok, sem mais papo prolixo, aí vai a receita. Super rápida, sem esforço e altos rendimentos (suficientes para umas 6 porções fartas, imagino). Um jantar feliz e aconchegante, pois as vezes tudo que queremos é algo caseiro e leve (e não um líquido indefinido pseudo-francês).


Sopa de Brócolis

Ingredientes
  • 2 maços verdes e fartos de brócolis;
  • 1/2 cebola finamente picada;
  • 2 dentes de alho finamente picados;
  • 3 mini alho porós picados;
  • 1 dedinho de gengibre igualmente picado (eu adoro gengibre, coloco em tudo, e caprichei na dose, mas você pode omití-lo)
  • 1/2 cenoura em cubos pequenos;
  • 2 l de caldo de legumes ou água (adicionei um pouco do meu Nomu à água);
Preparo
  1. Corte o brócolis, picando finamente a parte mais rígida e clara, que demoraria mais para cozinhar.
  2. Refogue a cebola em um pouco de azeite, e adiocione o alho, alho poró e gengibre;
  3. Adicione a cenoura, o brócolis e o caldo e tampe. Cozinhe por aproximadamente 30 minutos, até que tudo fique bem macio;
  4. Com um mixer (daquele que sua mãe usava para fazer sua papinha, haha!) bata a sopa, até que ela adquira a consistência que você desejar. Eu, por exemplo, gosto de sopas mais pedaçudas, e não me importo de um caldo mais ralo, menos cremoso, por isso, batí só um pouco;
  5. Tempere à gosto;
  6. Sirva com um molho bleu cheese (bati um pouco de gorgonzola, iogurte, gotas de limão e temperei)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Cuscuz marroquino com legumes






Ainda não aprendi a usar muito bem o cuscuz marroquino, que tenho em toneladas em casa (algo relacionado com comprar a caixinha errada...). Inspirada na do livro "O Retorno do Chef sem mistérios", fiz algumas adaptações nessa salada, para acompanhar o peixe grelhado e a salada fatoush. Na receita original, jamie usa aspargos - que eu não tinha - e hidrata o cuscuz com água fria. Seguí o método original, e hidratei com caldo quente de frango, mas acho que não ficou crocante o suficiente. Da próxima vez, seguirei o mestre. Outra observação: o bicho cresce! A não ser que você pretenda alimentar todos só com cuscuz, 3/4 de xícara é muito!

Um acompanhamento levinho, fácil e exótico para terminar o feriado. Nãããão! Só para constar, eu devia estar estudando, ao invés de postando. 


Legumes Grelhados e cuscuz marroquino
Serve 4, como acompanhamento, e muitas sobras!

Ingredientes

  • 1/2 abobrinha em finas fatias
  • 1 pimentão vermelho em tirinhas
  • 1/2 cenoura em tirinhas
  • 1 mini alho poró picado
  • 1 cebolinha picada
  • Salsinha, manjericão e hortelã - ervas frescas em geral!
  • 3/4 de xícara de cuscuz - eu reduziria para 1/4 de xícara (reduza também o caldo!);
  • 3/4 de xícara de água ou caldo;
  • Tempero: Suco e raspas de 1 limão, azeite, sal e pimenta do reino.
Preparo
  1. Misture os ingredientes para o molho e reserve;
  2. Hidrate o cuscuz como preferir: com caldo quente ou frio, em uma tigela, e após alguns minutos, mexa com um garfo;
  3. Refogue os legumes separadamente;
  4. Misture tudo, e adicione as ervas.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Terrine de Legumes e queijo de cabra




Hummm, terrine!

Comi terrine pela primeira vez no Le Jazz Brasserie, e adorei! Com uma fixação assumida por tudo o que é francês, virei fã desse prato leve, sofisticado e trabalhoso. Algumas curiosidades: muitas terrines são feitas de carne - embora eu confesso não ter experimentado, devido a uma pontinha remanescente de frescura de criança para comer - e o nome do prato vem do próprio recipiente no qual é preparado, similar a uma forma de bolo inglês.

Escolhi preparar a terrine como entrada no jantar de natal, acompanhada pela salada verde com figos e aspargos que você vê na foto. Sim, eu tenho mania de grandeza. Sim, desde a época do Rainha da Paz, em que eu e Mamá inventavamos projetos fora de proporção, sei que tento abocanhar tarefas que podem estar fora do meu alcance. Sim, terrine exige suor e tempo, e pode te fazer querer largar tudo enquanto grelha todos estes legumes. No entanto, tudo vale quando você vê a terrine pronta, e se sente uma verdadeira chef! Não só isso, este é um prato com presença! Não desanime. Se você quer uma opção para impressionar, e tem algum tempo e energia, a terrine não é difícil: basta ter organização e paciência. 

Aí vai minha receita, um Frankestein de várias que encontrei por aí.

Terrine de legumes e queijo de cabra
Rendimento: muito!!! Jantar de Natal para 6 + jantar de sobras de natal para 3 + um pedaço que congelei, e vamos ver o que vai dar...

Ingredientes
  • 250g de queijo de cabra tipo boursin;
  • 250 g de cream cheese;
  • 2 colheres (sopa) de pimenta rosa;
  • 1 berinjela;
  • 1 pimentão amarelo;
  • 1 abobrinha grande;
  • 1/2 maço de aspargos;
  • 4 tomates holandeses;
  • 8 colheres (sopa) de pesto;
  • orégano;
  • azeite;
  • sal e pimenta para temperar;
  • aceto balsâmico;
+ forma de bolo inglês (para 99,9% da população, composta por aqueles reles mortais que não possuem uma terrine) e filme plástico.

Preparo
  1. Misture os queijos em um bowl, e adicione a pimenta rosa. Tempere com sal e pimenta e reserve;
  2. Corte os aspargos no meio, longitudinalmente, e cozinhe-os em uma panela com água, até que fiquem macios. Escorra-os e coloque-os em água fria, para interromper o cozimento.
  3. Corte os tomates em rodelas finas, tempere com sal, pimenta e orégano. Regue uma assadeira com azeite, distribua os pedaços e asse em fogo baixo por aproximadamente 40 minutos. Eu comeria isso sozinho.
  4. Fatie as beringelas e abobrinhas em tiras finas e uniformes, mas não se preocupe em deixá-las com uma espessura muito pequena, pois estas afinam ao grelhar.
  5. Fatie o pimentão em tirinhas, retirando a semente e cortando a parte curva, para que cada tira fique com a largura da forma;
  6. Grelhe as berinjelas e abobrinhas, colocando-as em um papel toalha. - e prepare-se para ficar cheirando a legumes grelhados ao ponto de ficar enjoada. Você pensará que nunca mais vai comer legumes grelhados, e que o cheiro nunca irá sair do seu cabelo, mas essa sensação passa.
  7. Grelhe as tiras de pimentão, tampando a frigideira para que cozinhem e vire-as delicadamente para que fiquem igualmente douradas.
  8. Faça seu pesto, como explicamos aquí.
  9. Com tudo pronto, forre a forma de bolo inglês duplamente com o filme plástico, deixando sobras para cobrir a base:
  10. Escolha o legume que grelhou mais belamente - abobrinha ou berinjela - e capriche, forrando toda a base.
  11. Passe uma camada de queijo, e vá alternando com legumes, pensando no contraste das cores de cada um. Junto aos tomates, passe o pesto (fiz só uma camada para não encobrir os outros sabores, mas, por fim, adicionaria mais uma na próxima vez. A minha ficou assim: berinjela> queijo> tomate> pesto> queijo> abobrinha> queijo> pimentão> queijo >aspargos> queijo> berinjela.
  12. Cubra com as sobras do plástico e deixe na geladeira por uma noite;
  13. Na hora de servir, puxe o filme para desenformar, coloque numa bela travessa e espere os elogios.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Berinjela ao shoyu com pimentão amarelo;





Para acompanhar qualquer carne, consumindo de forma saborosa a dose diária de legumes, fazemos esse acompanhamento quase toda a semana. Nesse caso servimos com peixe - grelhado na famosa grelha da Liberdade - e uma saladinha. O melhor é que você pode variar os legumes...

Berinjela ao shoyu


Ingredientes

  • 2 berinjelas;
  • 2 pimentões - opicional;
  • 1/2 cebola;
  • 2 colheres (sopa) de azeite;
  • 4 colheres (sopa) de shoyu;

Preparo

  1. Pique a cebola em tiras, a berinjela em cumos de aproximadamente 1,5 cm, e o pimentão em quadrados do mesmo tamanho - descarte as sementes e o cabo;
  2. Esquente em uma panelinha o azeite, refogue a cebola e acidione os outros legumes, até que cozinhem, liberando sua umidade e tornando-se macios;
  3. Desligue o fogo e tempere com o shoyu.

Pesto de Manjericão


Minha pobre e infeliz hortinha que não vai para frente...


O Molho pesto é um clássico da culinária. Lí outro dia que foi criado na Grécia, recebendo um nome que deriva do verbo pisar, amassar ou "patissis", sendo levado a Itália e praticamente institucionalizado, ganhando fama. Ao que parece, eles atribuíram normas para um pesto perfeito. Bom, sendo uma reles mortal, fiz meu pesto sem obedecer a muitas medidas, experimentando enquanto batia no almofariz, mas me rendi ao liquidificador, vendo que o óleo verde do manjericão não sairia tão facilmente.

Usei meu pesto na terrine de Natal, conseguindo o bastante para aproveitá-lo em uma massa após um dia cansativo. Para um gosto a mais, tirei a idéia do livro "Amei, perdi, fiz espaguete", da Giulia Melucci, que fritava berinjelas e as colocava no fundo do prato, e coloquei uma surpresa no fundo da travessa: tomates assados (ficam uma delícia, adocicados e azedinhos!).  
O livro em sí é interessante para alguém como essa que vos escreve, que procurava uma leitura leve para rebater um ano inteiro de clássicos para a escola, sem tempo para livros menos "intelectuais". Seu ponto forte são as receitas simples, caseiras e com um toque pessoal, mas passa longe de ser um livro único. É mais uma história de vida de uma nova-iorquina meio perdida e seus enlaces amorosos... Poderia ser muito melhor. 

Pesto de Manjericão

Ingredientes
  • 1 maço de manjericão lavado;
  • 3 dentes de alho;
  • 120 g de queijo parmezão ralado;
  • um punhado de pinólis - ou nozes/amêndoas;
  • Suco de limão;
  • Azeite;


Preparo
  1. Pulse os 5 primeiros ingredientes no liquidificador, e vá adicionando o azeite até a consistência desejada.


Massa com pesto                              com direito a surpresinha!
Para 3 pessoas

  • Seu lindo e verde molho pesto feito em casa;
  • 1 punhado de nozes;
  • 4 ramos de manjericão;
  • 200g de massa - usei linguine;
  • Queijo ralado a gosto;
  • 3 tomates;
  • Orégano;
  • Azeite;
  • Sal e Pimenta do reino
  1. Preaqueça o forno a 200ºC;
  2. Corte os tomates em fatias de aproximadamente 1 cm, tempere com orégano, sal e pimenta;
  3. Unte uma assadeira com azeite, coloque os tomates e asse-os por 40/ 45 minutos;
  4. Coloque uma panela de água para ferver com uma pitada de sal;
  5. Cozinhe o macarrão de acordo com as instruções no pacote, e tente escorrê-lo quase al dente - nem muito duro nem muito macio, o ponto perfeito - pois seu próprio calor o manterá cozinhando.
  6. Volte-o à panela, misture-o ao pesto, adicione as nozes picadas, parte do manjericão e um fio de azeite;
  7. Numa travessa, coloque os tomates na base, seguidos pela massa e salpique o resto do manjericão;
  8. Sirva imediatamente, com queijo ralado;

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Suflê de alho poró


Aha - uhul! Suflê da Anna!



Eu tinha uma grande vontade de fazer um suflê, devido a toda essa aura de mistério que os rodeia... meio musse, meio omelete... Facilmente dá errado. Experimentei o de goiabada com catupiry no Carlota (huuuuuummmm...), e decidí que tentaria a misteriosa receita. Pesquisando, vi que nada mais é do que um molho de queijo, misturado a gemas, cujas claras são separadas e incorporadas em neve. Com meus ramequins em mãos, escolhi uma receita da revista Casa e Comida, que ando comprando: lindas fotos, receitas modernas e diferentes e dicas super originais para festinhas.

Algumas considerações sobre suflê: Não acredite no que falam. Fazer um molho branco, misturá-lo às gemas e depois às claras em neve e colocá-lo no forno foi um trabalho super simples. Me estressou muito menos do que algumas receitas costumam fazer - acho que minha confiança na terra do fogão está aumentando! Apenas assegure-se que você incorporou delicadamente as claras, e por igual, ou um de seus suflês pode crescer menos, como aconteceu com os meus. Outra coisa: As pessoas esperam pelo suflê - até mesmo um provadrs grego descacreditado e apressado, petiscando linguiças (eca!). , mas o suflê não espera pelas pessoas. Ele deve ser consumido assim que sair do forno. Finalmente, se você ainda não sabe, a luz do fogão é para ser usada. Não abra o forno, ou seu suflê irá desmoronar. Minha conclusão: receita fácil, que deixou um jantar de dia de semana com cara de restaurante, e me fez sentir muito esperta :) hahahah.

Alguns contratempos - em cima da hora, ví que não tinha parmezão, e omiti. Dá certo, só ficaria um pouco mais salgado.

Vamos ao que interessa:

Suflê de alho poró

Para 4 pessoas - ou 3 como prato principal



Ingredientes
  • 4 talos de alho poró;
  • 2 colheres de manteiga;
  • 4 ovos;
  • 1 colher de mostarda dijon;
  • 1 colher de sopa de farinha de trigo;
  • 1 caixinha/200 ml/ 1 xícara de creme de leite fresco;
  • 200 ml/ 1 xícara de leite;
  • 100 g de queijo gruyere;
  • 2 colheres de sopa de queijo parmezão;
  • Sal e pimenta para temperar

Preparo
  1. Lave e pique o alho poró em rodelas finas;
  2. Leve uma frigideira para esquentar com a manteiga e refogue em fogo brando o alho poró até que fique macio;
  3. Salpique a farinha e adicione o leite, mexendo até que engrosse;
  4. Adicione o creme de leite, a mostarda, o queijo ralado e os temperos, mexendo até que fique bem cremoso. Deixe amornar;
  5. Separe as gemas  das claras;
  6. Bata as gemas com um garfo, e adicione ao molho;
  7. Preaqueça o forno a 
  8. Unte ramequins com manteiga e farinha;
  9. Bata as claras em neve, e adicione delicadamente ao molho até que fique uniforme;
  10. Coloque no forno, e deixe fechado até dourar bem.
  11. Sirva na hora e sinta-se uma chef!

Para acompanhar, uma saladinha legal: folhas diversas, tomate, pepino, nozes pecã, pimenta rosa, queijo de cabra, um bom azeite e vinagre balsâmico.

Salada Amalfitana




Uma receita básica de verão, que certamente você poderá fazer com o que tem na geladeira, inspirada no meu best e mentor, Jamie Oliver. Haha. Acompanhamento perfeito, que limpa o paladar.

Insalata Amalfitana
De "A Itália de Jamie"
Para 4 pessoas

Ingredientes

  • 1 bulbo de erva doce (fiquei sabendo que é um dos ingredientes preferidos do Mr Jamie...);
  • 1 pepino;
  • Cebola Roxa descascada;
  • 1 punhado de rabanetes com folhas (ou cenoura)
  • opicional: peuqenos cubos de gelo - - não coloquei.
  • 1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto;
  • um bom azeite de oliva;
  • Folhas diversas;
  • sal e pimenta moídos na hora;
  • 1 laranja descascada, separada em gomos e sem sementes;
  • Queijo feta para salpicar;

Preparo
  1. Reserve as folhas da erva doce, e pique-a em tirs  bem finas;
  2. Corte as cebolas em tiras bem finas;
  3. Corte o pepino e o rabanete/cenoura em rodelas bem finas;
  4. Reuna tudo em um bowl;
  5. Se você quiser, jogue uns cubos de gelo nos vegetais por alguns minutos, para torná-los mais crocantes - não esqueça de retirá-los;
  6. Em um pote, misture 2 colheres de sopa do vinagre(ou mais se você curtir gostos ácidos), com 6 do azeite, tempere, regue na salada, e sirva imediatamente.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Ratatouille















Eu pretendia tirar fotos mais caprichadas, diferentes, mas tamanha era o cheiro e a fome - minha e dos gulosos que esperavam sentados na mina frente - que tirei só essas...

É a segunda vez que faço esse prato, inspirada pelo filme Ratatouille. Eu diria que é meu desenho animado preferido, afinal, tem coisa mais fofa: desenho + Franca + Comida?!? Ok, da pra ver que eu, Anna, amo a França.
Ratatouille é um prato rústico, típico da região da Provence, no qual não pode faltar tomate e berinjela, porém que também pode conter abobrinhas, batatas, cogumelos... Esse ragu de legumes rústico é considerado um prato camponês, sendo um acompanhamento delicioso. É veggie, encorpado, aconchegante, barato e ao mesmo tempo faz presença, por isso pretendo repetir milhares de vezes a receita. O importante é tentar encontrar legumes com a mesma espessura, que dão um visual mais uniforme - eu, meio lesada, fico horas admirando os legumes no supermercado em busca de criaturinhas com espessuras parecidas. Imagino que minilegumes sejam uma boa alternativa. 

Procurei em muitas fontes, com algumas variações entre sí. Encontrei uma boa receita aqui, e fiz algumas modificações (parece que ratatouille e tian sao muito parecidos, e vem do mesmo lugar! - se alguém souber a diferença, me comunique). Na receita anterior, fiz com pimentoes em cores variadas, que conferem um sabor excelente.
Assegure-se de ter um bom tempo para fazer o prato, pois, embora seja fácil, é trabalhoso e demanda capricho. Eu encaro o tempo para cortar os legumes como uma pausa para refletir :) - as vezes reflito até demais e corto meus dedos.

Ratatoille
ou Tian de Legumes?

Ingredientes

  • 1 berinjela (Se você encontrar a roja rajada no supermercado, fica linda!);
  • 2 abobrinhas pequenas;
  • 1 cenoura (invenção minha...);
  • 2 tomates médios;
  • Opicionais: pimentões de várias cores, abóbora, batata, cogumelos...);
  • 1 talo pequeno de alho poró;
  • 1 cebola roxa;
  • 2 dentes de alho;
  • 4 colheres (sopa) de azeite de oliva;
  • Queijo parmesão;
  • Tomilho ou manjericão;
  • Sal e pimenta a gosto;
+ 1 bela tijela refratária (essa tijela verde é a minha favorita)

Preparo
  1. Esquente uma frigideira com 2 colheres de azeite;
  2. Pique separadamente o alho poró e a cebola em tiras e o alho, finamente;
  3. Refogue o alho poró, e depois adicione a cebola e o alho, até que comecem a amarelar;
  4. Tempere com sal e pimenta;
  5. Coloque essa camada de refogados na base do refratário e espalhe;
  6. Pique os legumes e deixe-os em potes separados;
  7. Pré aqueça o forno a 200º C;
  8. Invente uma sequência de legumes, colocando lado a lado fatias de cores contrastantes, e vá repetindo essa sequência, formando uma espiral no refratário. Como é difícil encontrar legumes de espessuras idênticas, uma outra boa dica é arrumar a sequência por ordem de tamanho, assim fica mais fácil enxergar todas as camadas;
  9. Coloque as 2 colheres restantes de azeite assim como o sal, a pimenta e a erva de sua preferência;
  10. Cubra com papel alumínio, e deixe no forno por 45 minutos;
  11. Tire o papel alumínio, coloque o queijo, e asse por mais 30 minutos;
Essa receita pode ser comida quente ou fria, e também fica ótima no dia seguinte!

PS: se você está numa ocasião mais apressada ou informal, não deixe de fazer o ratatouille: não há problema em cortar os legumes em cubinhos e assá-los. Alguns até refogam os legumes, ao invés de colocá-los no forno. Entretanto eu cismei em fazer o prato igual ao do desenho animado...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Madeleines de mel e limão e um presente de natal





Um complemento ótimo para uma lembrancinha de natal, essas madeleines de mel e limão são super amanteigadas, azedinhas doces e indiscutivelmente fáceis. Assim como as outras, sujaram um nada de louça. A receita foi inspirada nessa, e também não consegui grandes calombinhos, embora tenha aumentado um pouco o fermento. Aí vai a receita adaptada. --- Ahhh, use o limão siciliano!

Madeleines de mel e limão
  • 100 g de manteiga sem sal;
  • 100g de farinha;
  • 50 g de açúcar;
  • 3/4 colher (chá) de fermento em pó;
  • 2 ovos médios;
  • 2 colheres (sopa) de mel;
  • 2 colheres (sopa) de suco de limão (suco de 1/2 limão siciliano médio, nesse caso)
  • raspas de 1 limão;
  1. Deixe o açúcar junto às raspas para ir pegando o gosto;
  2. Derreta a manteiga e o mel no fogo baixo e deixe esfriando;
  3. Enquanto isso, peneire a farinha e o fermento e reserve;
  4. Bata os ovos e adicione o açúcar com o fouet;
  5. Adicione o suco de limão e a farinha, misturando só para incorporar;
  6. Coloque a manteiga/mel na mistura e misture bem. No começo, parecerá muito oleosa, mas continue misturando e tudo dará certo;
  7. Cubra com um plástico e deixe na geladeira durante a noite;
  8. Acorde depois de seu sono de beleza, preaqueça o forno a 180°C, unte e enfarinhe bem as forminhas e deixe-as um pouco na geladeira;
  9. Encha-as até 3/4 da capacidade;
  10. Asse por 20-25 minutos, até que fiquem bem douradinhas;

Um presente fofíssimo!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Salada verde com vinagrete de romã




Ok, esse post é pequeno. Meio mirradinho assim... 

É só para falar como romã combina com salada, dá um toque árabe e um azedinho doce. Compramos xarope de romã, que, junto a um fiozinho de azeite, limão, mostarda, dá um ótimo molho para a salada. Se você tiver sementinhas da fruta na sua geladeira, melhor ainda! 
Tudo bem que romã tem um preço de ouro - e, realmente, essas sementes não parecem rubis? - mas no Natal, sempre fazemos uma salada vermelha, com radicchio, romã, figos e presunto de parma, e é um sucesso!

Aí vai a "receita" do molho de romã, mas varie como quiser. Fica a dica.

Vinagrete de romã para salada

Ingredientes
  • Azeite;
  • Mostarda Dijon;
  • Elemento ácido (já usei vinagre balsãmico ou limão);
  • Pouquíssimo mel (opicional);
  • Xarope de romã (cuidado! coloque muito pouco, ou sua salada ficará doce e artificial!);
  • Sementinhas de romã para decorar;
  • Sal e pimenta moída na hora.
Preparo
Coloque tudo em um potinho e misture vigorosamente, experimentando e regulando a quantia de cada ingrediente. Distribua na salada, e misture as folhas para distribuir melhor o molho.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ricota assada com saladinha X







Ricota é uma delícia. Leve. Etérea. Textura boa de morder. Alguns blogs tem receitas de ricota assada, que pareciam deliciosa enformada, com uma delicada salada. Ficamos com o comichão de experimentar. Uma ótima entrada ou uma refeição bem frugal, fica com um sabor aconchegante de quiche de queijo.

Ricota assada com Saladinha X
Fonte; Gourmet Traveler (com algumas modificações na saladinha)

Ingredientes
(rendeu 6 na formunha de muffin)
Para a Ricota:
  • 350g de ricota;
  • 60g de queijo parmesão (ou quanto o seu bom senso achar suficiente);
  • 2 ovos - gemas e claras separadas;
  • raspas de noz moscada;
Para a Saladinha;
  • Lascas de azeitonas;
  • Tomates cereja picados (se encontrar de diversas cores, melhor!);
  • Manjerição verde e roxo;
  • Algumas folhas de alface frizeé;
  • Azeite de manjercão;
  • Aceto balsâmico;

Preparo
  1. Preaqueça o forno a 180º C
  2. Passe a ricota por uma peneira;
  3. Misture as gemas, a ricota, o queijo parmezão, a noz moscada;
  4. Bata as claras em neve, e adicione à outra mistura;
  5. Coloque nas forminhas de muffin untadas;
  6. Coloque no forno  por uns 25 minutos, até que as bordas fiquem douradas.
Faça a saladinha:
Ao lado do prato, coloque as folhas como base, e logo a azeitona picada,o tomate, o manjericão. Tempere com o azeite de manjericão e o aceto balsâmico.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Salada de trigo, rúcula e pesto






Há algum tempo, comprara um pacote de trigo grosso, inspirada em um prato de peixe do Arturito (esse também dá outro post...). Diferenciar os tipos de trigo - farro, trigo grosso, cevadinha... - é complicado, e não existem muitos sites que expliquem bem a diferença entre eles. Começamos pelo trigo grosso, mas é difícil encontrar receitas com este, chamado, em inglês, de "wheat berries". 

Começamos a experimentar, e descobrimos que este trigo precisa de muito tempo de cozimento (veja na receita), e vai bem em saladas, pois é bem fibroso e soltinho. Entretando, não conseguimos uma receita que chegasse à consistência de risotto do Arturito.

Com êxito, fizemos uma receita com diversos legumes picados em cubinhos: cenoura, pimentão, salsão, inspirada numa receita do Jamie Oliver na Itália, na qual trocamos a cevadinha pelo trigo. Desta fez procuramos em um blog bem natureba, e encontramos ótimas opções: o 101 Cookbooks. Aí vai a receita, feita "a olho", sem unidades de medida, com algumas modificações na original.

Quando o trigo grosso acabar na despensa, comprarei o farro, para experimentar. O farro parece ser capaz de adquirir consistência de risotto, além de fazer boas saladas. Veremos.


Salada de Trigo Grosso, pesto e rúcula

Ingredientes
  • Rúcula ou agrião;
  • Lascas de parmezão;
  • Lascas de azeitona preta;
  • Suco de limão
  • Trigo grosso cozido (Deixar de molho do dia para a noite e cozinhar por uma hora, com 3 xícaras de água para cada xícara de trigo)
Para o pesto:
  • Pinólis (ou nozes ou Amêndoas, se você não quiser gastar fortunas em um saquínho ínfimo);
  • Manjericão;
  • Muito alho;
  • Queijo parmezão;
  • Azeite;
Preparo
  1. Pique finamente o pinóli, manjercão e alho, e bata no pilão, com parmzão. Adicione o azeite e misture, até ficar com a consistência que você desejar;
  2. Coloque o trigo em uma tigela, e adicione o pesto, misturando bem para incorporar, até que os aglomerados de pesto se desfaçam;
  3. Coloque as folhas na borda de uma bela tigela, e coloque o trigo no centro. Você pode rasgar mais folhas e incorporá-las aos grãos também;
  4. Salpique o queijo e as azeitonas;
  5. Esprema o limão.
Ficou maravilhoso com um frango assado no forno!

sábado, 27 de novembro de 2010

Gingerbread cookies













Essa é mais uma receita do projeto de biscoitinhos para o natal. Gingerbread cookies são um clássico do natal, deliciosos! A internet é repleta de receitas distintas destes biscoitos amanteigados. Há alguns anos, os dois projetos de gourmets que assinam este blog tentaram uma receita "apressada", que pedia apenas 30 minutos de geladeira. Foi um desastre! Colocamos toneladas de farinha a mais, tornando os cookies massas brancas, desformes e sem gosto! Acabamos perdendo o apetite, mas nos divertimos muito!
Dessa vez, com mais experiência, a receita escolhida foi seguida corretamente, retirada do Prato Fundo. Cheirosos, deliciosos e fáceis! A receita rendeu aproximadamente 170 biscoitos!
(!) Enquanto postava a receita, percebi que, ao passá-la para um papel, eu ESQUECERA DE ANOTAR 1 COLHER DE CHÁ DE FERMENTO EM PÓ! Assim mesmo, ficou ótimo. Nas próximas vezes, adicionarei o fermento, e tentarei usar o melado, ao invés do mel.

Gingerbread

Ingredientes
  • 250 g de manteiga sem sal na temperatura ambiente;
  • 4 xícaras (chá) de farinha de trigo;
  • 2 colheres (sopa) de cacau em pó (a receita falava chocolate, mas não tinha em casa...);
  • 6 colheres (chá) de gengibre em pó;
  • 1 colher (chá) de canela em pó;
  • 1 colher (chá) de cravo em pó;
  • 1 ovo batido;
  • 1 xícara de açúcar (diminui as quantidades pela metade, e substitui 2 colheres do normal por 2 de mascavo);
  • 1/2 xícara (chá) de mel ou melado (usei mel, mas pretendo tentar com melado da próxima vez);
  • 1 colher (chá) de sal
  • ? 1 colher (chá) de fermento em pó (NÃO COLOQUEI!)
Preparo
  1. Peneire e misture os secos em uma tigela e separe.
  2. Na batedeira, misture o açúcar e a manteiga, batendo até formar um creme leve. Adicione o ovo e continue batendo;
  3. Diminua a velocidade da batedeira e coloque os secos de pouco em pouco. Ficará uma massa pesada. Você deve amassá-la com as mãos, unindo-a numa bola. Nessa fase, acho que eu deveria ter amassado-a um pouco mais, pois, no início, ela esfarelava.
  4. Cubra com um plástico;
  5. Coloque na geladeira por, no mínimo 4 horas. A massa já estava muito dura, então tentei fazer a primeira fornada após 3 horas. Deu carto, mas foi muito mais fácil depois de amassar um pouco mais e deixar por 5 horas;
  6. Pré aqueça o forno a 180º C;
  7. Estique a massa em cima de um papel manteiga com um rolo, deixando-a com aproximadamente 5mm de espessura, e corte com um cortador;
  8. Coloque em um tabuleiro, e deixe assar por aproximadamente 10 minutos, ou até que a base comece a dourar;
  9. Retire e deixe esfriar em uma gradinha.
Parte artística: Glacê real

Misture vigorosamente 1 clara, 1 xícara de chá de açúcar de confeiteiro peneirado e 6 gotas de suco de limão.  Divida em potinhos e adicione o corante de sua preferência. Como minha habilidade com o saco de confeitar é nula ínfima, comecei tentando confeitar com um palito de dentes (vê-se pela bola dos homenzinhos!). Descobri, depois, que conseguia controlar melhor o glacê com a ponta do bico de confeitar, só aquela parte que trocamos normalmente. Ia colocando aos poucos o glacê, e controlava facilmente quanto saia. É muito divertido!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Legumes Recheados Gregos







Mais uma receita do caderno da avó grega (da Anna), com a compilação de quase todo o legado culinário dela. A Dona Ariadne passou a vida inteira na cozinha, tendo paixão por preparar banquetes gregos, de dezenas de pratos. Meu avô a conheceu procurando uma namorada que soubesse cozinhar, na porta de um curso de culinária. No Brasil, era comum irem para a praia e voltarem de imediato, só para comprarem um peixe para o jantar. Esse mesmo avô costumava receber amigos à qualquer hora, sem avisar, entretanto Dona Ariadne colocava um sorriso no rosto e preparava mais uma grande refeição, até mesmo no meio da noite. Mesmo com mais idade, nunca visitava ninguém sem um prato de doce na mão, carregando sempre uma merenda na bolsa. O caderno, escrito pelo meu pai, enquanto ela tentava estimar quantidades de ingredientes de receitas feitas  "à olho" com destreza, ainda tem muitas receitas a serem exploradas, sendo que poucas delas pude experimentar, pois eu era uma criança meio fresca para comer. Segundo a mãe da Mari: "Comia que nem um passarinho, só queria saber dos beijinhos de coco da Sandra".

Nunca serei uma "mulher de Atenas", como a minha avó, mas acho que parte dessa paixão por comida passou dela para mim, mesmo fazendo pratos diferentes, mais contemporâneos. Através desse caderno, espero ir aos poucos aprendendo um pouco do legado dela, deixando os resultados no blog. Quem diria, hein, Dona Ariadne? 

Vamos ao que interessa: Os legumes recheados gregos são uma receita que não leva carne, diferentemente da técnica italiana. Leves, reconfortantes, vegetarianos e extremamente saborosos, recheados de arroz, que absorve cada gota de sabor dos legumes. São demorados, mas bem fáceis. Quando faço, faço o equivalente para 4 em 2 refeições, pois eles ficam melhores no dia seguinte, com o aroma absorvido. Sintetizam a culinária do mediterrâneo.

Legumes Recheados Gregos / "Gemistá"
Fonte: Caderno de relíquias da Dona Ari

Ingredientes:
  • 4 Tomates (O tamanho do tomate é inversamente proporcional à intensidade de seu sabor, por isso, não escolha tomates muito grandes, como eu tentei fazer desta vez);
  • 4 Legumes (Berinjela ou Pimentão);
  • 2 xícaras de arroz;
  • 3/4 de cebola cortada em pequenos pedaços;
  • 2 dentes de alho picado;
  • Passas;
  • Salsinha;
  • Azeite;
  • Açúcar refinado;
  • Sal e pimenta do reino moída na hora.
Preparo:
  1.  Corte tampas para os tomates e reserve. Retire as polpas e reserve também. Corte as tampas dos pimentões, reserve, e jogue fora as sementes. Esfregue sal e açúcar nos legumes, para equilibrar a acides, e deixe-os de ponta-cabeça, para escorrerem;
  2. Enquanto escorrem, lave o arroz e escorra;
  3. Refogue rapidamente em uma panela o alho e a cebola;
  4. Adicione o arroz, refogue;
  5. Adicione a polpa do tomate e um pouco de água;
  6. Deixe o arroz cozinhar até um pouco antes do ponto. Ele deve estar LEVEMENTE mais rígido, pois entrará no forno.
  7. Regule o tempero, adicione a salsinha e as passas;
  8. Estufe os tomates e os pimentões com o arroz (tente se controlar para não comer o recheio sozinho, pois é tentador!)
  9. Regue com azeite, generosamente.
  10. Leve ao fogo médio por mais de uma hora, até que as tampinhas comecem a ficar esturricadas.

Diferente do comum e maravilhoso!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Pâte Sablée

Ou "A massa mais básica e fácil para qualquer biscoito amanteigado que você quiser". Esqueçam os cookies - que já nos renderam muitas decepções, incluindo ficarem todos unidos, oleosos, duros...

Nas próximas semanas faremos alguns testes de biscoitos natalinos, para presentear. Para começar, escolhemos a massa sablée do Daniel Figueiredo, perfeita para biscoitinhos amanteigados para o chá. Esses biscoitos são aqueles servidos no café do Almanara, no Shopping Iguatemi, e parecem ser a razão pela qual esse café é o preferido de boa parte dos frequentadores. Você pode adaptá-la para qualquer sabor, assim, dividimos a massa em 3 porções e fizemos 3 fornadas:

Limão Siciliano com glacê azedinho;
Erva doce e goiabada;
Chocolate e canela;
Pâte Sableé

Ingredientes
  • 125g de açúcar peneirado (fica ótimo com açúcares aromatizados. Usamos o vanille);
  • 250g de farinha de trigo peneirada;
  • 125g de manteiga sem sal (gelada, cortada em cubos);
  • 1 ovo;

    Preparo
  1. Em uma tigela grande, coloque a farinha e a manteiga, desfazendo os cubos com a ponta dos dedos até que você obtenha uma mistura homogênea. O segredo é nunca trabalhar a massa demais, por isso, evite transferir o calor de suas mãos para esta.
  2. Faça um buraco, e adicione o açúcar e o ovo. Misture novamente.
  3. Embrulhe em filme plástico e leve à geladeira por no mínimo 1 hora. Se quiser, divida a massa para fazer sabores separados, adicionando cacau em pó e canela, sementes de erva-doce ou raspas de limão e armazene cada porção separadamente;
  4. Após o descanso da massa, corte pedaços de papel manteiga. Coloque a massa em cima de uma folha, e cubra com outra folha. Com um rolo de abrir massa, estique a porção até que esta fique com ½ cm de espessura. Volte a geladeira por 20 minutos. Faça isso com cada porção, separadamente.
  5. Pré aqueça o forno a 180°C;
  6. Corte a massa com os cortadores de biscoitos e coloque em em um tabuleiro forrado com papel manteiga;
  7. Asse por aproximadamente 15 minutos, ou até que os fundos fiquem dourados;
  8. Deixe os discoitos esfriarem em uma gradinha.
Se quiser fazer o glacê de limão, misture vigorosamente 1 xícara de açúcar de confeitero com 2 colheres de sopa de suco de limão, 1 colher de sopa de raspas de limão e 1 colher de sopa de água. Coloque os biscoitos em uma folha de papel alumínio, espalhe o glacê com uma colher e espere secar.

Levados para a escola, os biscoitos não duraram uma aula!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Fairycakes de coco e Chocolate Branco






O projeto da aula de inglês da Má, em colaboração com a Anna.
Estamos saturadas de escola, então decidimos gastar nossos preciosos neurônios brincando de cozinhar. Durou uma tarde inteira, com duas excursões até o mercadinho na fatídica ladeira da rua da Má, que, devo dizer, gastaram uma boa parte das calorias desses cupcakes e deixaram nossas pernas durinhas. Ok, não deixaram, mas valem a pena! Omitimos parte do açúcar, em prol do topping de chocolate branco secreto (ou não mais) da Ana Lie :) , e nos divertimos pacas raspando tachos, ralando - e comendo - coco e espalhando languidamente a cobertura. Yummy.


Fairycakes de coco e Chocolate Branco

Mais uma receita do Technicolor Kitchen, levemente adaptada.

Ingredientes

Para o bolinho:
  • 3 ovos;
  • 1 ½ xícaras + 1 ½ colheres de sopa de farinha de trigo;
  • ¾ xícara + 1 colher de sopa de manteiga sem sal, em temperatura ambiente;
  • 1 colher  de chá de extrato de baunilha;
  • ¾ xícara + 1 colher de sopa de açúcar refinado; (colocamos menos)
  • 2 colheres de chá de fermento em pó;
  • 3 colheres de sopa de coco ralado sem adição de açúcar.
Preparo
  1. Pré-aqueça o forno a 180°C;
  2. Forre doze formas de muffin com forminhas de papel;
  3. Coloque a manteiga, o açúcar e a baunilha em uma tigela e bata com a batedeira até obter um creme claro e fofo;
  4. Adicione um ovo a cada vez, batendo bem;
  5. Adicione a farinha e o fermento, peneirando-os sobre a massa, mexa com uma colher e acrescente o coco;
  6. Coloque a massa nas forminhas e asse por 35 minutos ou até que passe no famoso teste teste do palito, dourando levemente. Deixe esfriar completamente sobre uma gradinha.


Para a cobertura:

Ingredientes
  • 2 e 1/2 tabletes de chocolate branco (Aproximadamente 400g);
  • 40 g de manteiga;
  • 200 ml de creme de leite fresco;
  • Coco em fitas.
Preparo
  1. Pique o chocolate;
  2. Faça-o derreter em banho-maria;
  3. No próprio banho-maria, adicione a manteiga, parte do coco em fitas e o creme de leite, e mexa vigorosamente por um tempo, para que dê liga;
  4. Deixe esfriar e coloque na geladeira para firmar um pouco;
  5. Adicione com uma colher aos bolinhos, e salpique o resto do coco;
  6. Coloque na geladeira, para que a cobertura firme um pouco.
Super agradecimento para a Santa Sandra, que nos aturou sujando a cozinha e quebrou os cocos como ninguém!

As primeiras Madeleines




"E logo que reconheci o gosto do pedaço da madeleine mergulhado no chá que me dava minha tia... logo a velha casa cinzenta que dava para a rua...e com a casa, a cidade, da manhã à noite e em todos os tempos, a praça para onde me mandavam antes do almoço, as ruas aonde eu ia correr, os caminhos por onde se passeava quando fazia bom tempo... tudo isso que toma a forma e solidez, saiu, cidade e jardins, de minha xícara de chá"

Marcel Proust
Madeleines.

Diz-se que esses bolinhos foram criados - seriam esculpidos? - por uma cozinheira chamada Madeleine, para o sogro polonês de Luiz XV, Stanilas Leszczynski. Este, ao experimentá-las,  as nomeou em homenagem à cozinheira.  O fato é que a mistura de farinha de trigo, manteiga, ovos e açúcar, aromatizadas com casca de limão ou de laranja ganhou o mundo e os mais diversos sabores. Eternizadas nas linhas de Marcel Proust, em seu romance auto-biográfico "Em Busca do Tempo Perdido", foram associadas às mais saudosas lembranças da infância. Por esta razão, tornou-se corrente na França perguntar "Quais são suas madeleines?" quando refere-se a este tipo de recordação.

 “… essas várias impressões que me proporcionaram bem-estar e que, entre elas, tinham em comum a faculdade de serem sentidas, ao mesmo tempo, no momento atual e num momento passado –o ruído da colher no prato, a desigualdade das lajes, o gosto do biscoito madeleine— até fazerem o passado permear o presente a ponto de me tornar hesitante, sem saber em qual dos dois me encontrava; na verdade, a criatura que então saboreava em mim essa impressão, saboreava-a naquilo que ela possuía em comum entre um dia antigo e o atual, no que possuía de extratemporal, era uma criatura que só aparecia quando, por uma dessas identidades entre o presente e o passado, podia achar-se no único ambiente em que conseguiria viver, desfrutar da essência das coisas, isto é, fora do tempo… Tal ser nunca viera até mim, nunca se manifestara senão fora da ação, do gozo imediato, todas as vezes que o milagre de uma analogia me fizera escapar ao presente”


Confessamos: o nome do blog foi escolhido pela sonoridade, mas não por uma grande experiência com madeleines, hehe. Contudo, sentíamos uma atração incondicional a tentar esses bolinhos. Em qualquer lugar que olhássemos na internet, lá estavam elas! Fáceis, pequenas, versáteis e com formato de conchas. Ahh essas conchas. Conferem uma estética delicada, poética e autêntica, mas são tão difíceis de encontrar em lojas comuns.

Tudo mudou com a grande fornada de forminhas diferentes que chegou na Utilplast. Decidimos tentá-las após uma tarde ocupada de cupcakes de coco, que serão o próximos post. Impressionantes mesmo. Muito fáceis. Muito rápidas. Poucos ingredientes. Cheiro inebriante que inundou a cozinha. Serão repetidas à exaustão, com certeza.


Tchanan: Nossas primeiras Madeleines
Fonte: Technicolor Kitchen --- quem diria, ela também gosta de True Blood!

Ingredientes
  • 2 colheres de sopa de cacau em pó;
  • 1 colher de chá de canela em pó;
  • 1/2 xícara + 1 colher de sopa de farinha de trigo;
  • 80g de manteiga sem sal;
  • 1 e 1/2 colher de chá de fermento em pó;
  • 1 pitada de sal;
  • 1/4 de xícara + 2 colheres de sopa de açúcar;
  • 2 ovos - gemas e claras separadas;
Preparo
  1. Pré aqueça o forno a 220ºC;
  2. Unte as forminhas com manteiga e farinha;
  3. Derreta a manteriga no microondas;
  4. Misture os secos em uma tigela grande, e adicione as gemas;
  5. Bata as claras com o garfo, e adicione;
  6. Misture vigorosamente;
  7. Encha as forminhas até um pouco mais da metade, e coloque no forno. Deixe assar por 4 minutos a 220ºC, e abaixe para 190ºC. Deixe por aproximadamente 5 minutos, ou até passarem no teste do palito.
  8. Desligue o forno e deixe-as lá por alguns minutinhos: isso fará com que elas fiquem mais sequinhas, com uma forma mais definida e uma casquinha maravilhosa!
Resultado: 25 madeleines, sendo a primeira fornada com madeleines menores, mais molhadas e menos infladinhas (deveriamos ter enchido com um pouco mais de meia forma, e não apenas metade, e também deixado-as um pouco mais no forno). A segunda fornada, aprós serem feitos estes ajustes, saiu perfeita! A receita foi super rápida: em menos de 1h e 30 min, havíamos escolhido o que faríamos, descido a rua para comprar o que precisava, feito 2 fornadas e lavado a louça restante, que foi muito pouca.

sábado, 13 de novembro de 2010

Pão de forma Integral




Ok, é difícil fazer pão, principalmente em dias frios como esses. Maas o cheiro de pão assando e fermento biológico que inunda a casa já fazem tentar fazer pão valer a pena. À procura de uma receita eficaz, apostamos na encontrada no site da Fleishmann, fabricante do fermento.
Essa receita é a mais recente de uma série de tentativas de fazer pão (muitas das tentativas anteriores foram fotografadas e virarão um post mais para frente...). Embora não tenha ficado perfeita (ainda um pouco seca), estamos quase lá. Nos próximos dias, novas tentativas de pão virão.

Ainda assim, aí vai a receita, ligeiramente adaptada, pois fica muito gostosa e é facílima de sovar. Talvez um pouco mais de manteiga iria bem.


Pão de Forma Integral

Rende: 1 pão de forma grande (ou um pequeno e umas bolinhas fofinhas)


Ingredientes
  • 1 xícara e 1/2 de farinha de trigo;
  • 1 xícara e 1/2 -2 colheres de sopa de farinha de trigo integral orgânica;
  • 2 colheres de sopa de farinha de linhaça;
  • 1 colher de sopa de açúcar mascavo;
  • 1 colher de sopa de sal;
  • 1 colher de sopa de manteiga sem sal;
  • 3/4 de xícara de água morna;
  • 1 tablete de fermento biológico fresco para pão.


Preparo

1. Dissolva o fermento na água morna;
2. Penere as farinhas e o açúcar e misture os outros ingredientes em uma grande tigela;
3. Abra um buraco no meio dos ingredientes secos, e vá acrescentando a água, incorporando';
4. Sove até a massa ficar lisa e elástica, sem ser encharcada. O nosso foi sovado por uns 10 minutos, mas eu sovaria mais;
5. Divida o pão nas porções que quiser e deixe descansar por aproximadamente 30 minutos, com um pano úmido em cima. Se o dia estiver muito frio como hoje, deixe próximo ao forno pré aquecendo;
6. Espere o pão dobrar de tamanho, deixando-o descansar em um local fora de correntes de ar. Quando você encostar seu dedo na massa e retirar, e a massa lentamente voltar à forma, pode colocar no forno;
7. Asse por aproximadamente 40 minutos. Como fizemos alguns na forma de muffin, colocamos um POUCO de água na forma vazia, o que ajuda na formação de uma casquinha crocante no pão.



Café da manhã garantido.