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terça-feira, 8 de março de 2011

Torta de Maçã da Dona Gerda




Ok, a vovó Donalda aquí em cima foi só para dar uma dica sobre o tipo de torta ao qual eu estou me referindo: clássica, sem firulas. Ok, minha mãe teve que me refrear para fazer algumas modificações: "vamos colocar cardamomo? cravo? farinha integral? que tal a forma redonda?...". 
Torta super simples, rápida e deliciosa, para dar um fim a algumas das maçãs que estavam na geladeira - fomos no super-mercado quinta, sexta e domingo, e cada vez e compramos mais, esquecendo que já haviam frutas na geladeira!

PS: Os créditos vão todos para a Dona Gerda, amiga da família, que cedeu-nos gentilmente a receita de sua famosa torta. :)




Torta de maçã da Dona Gerda

Ingredientes


5 maçãs médias;
Raspas de 1 limão;
50g de açúcar;
canela em pó;
150g de manteiga;
100 g de açúcar;
300 g farinha de trigo;
1 ovo;

Preparo

  1. Pré-aqueça o forno;
  2. Em uma grande tigela, amasse com as mãos a manteiga, o ovo, o açúcar e a farinha;
  3. Forre uma forma com 2/3 dessa massa, espalhando-a com os dedos;
  4. Pique as maçãs em fatias bem finas, ou rale-as;
  5. Recheie a tora com a maçã, raspe o limão e polvilhe açúcar e canela por cima;
  6. Com o 1/3 de massa que sobrou, cubra a torta. Essa é a parte mais difícil; você pode ter que esticar pequenos pedaços com os dedos para depois uní-los, mas é uma torta rústica;
  7. Asse no forno preaquecido, até que as bordinhas dourem bem. Desligue o forno e deixe dourar por algum tempo;
  8. Espere a torta ESFRIAR até desenformá-la. Segure sua ânsia por tirar uma bela foto, pois as consequências podem ser fatais (olhe na foto o fundo da minha...). Sirva sozinho, ou com uma bola de sorvete!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Risoto de Camarão


Compondo nosso almoço de carnaval, um belo risoto de camarão! Rendeu uma manhã de trabalho, 3 levas de louça. Pois é, que falta uma boa lava louças (ou a Dona Lu lavando louça para nós) faz! O contrasenso é não há no mercado um lava louça com o tamanho que caiba no local reservado para ele em nossa antiga cozinha! Falta 1 cm! Mesmo assim, nem preciso falar que valeu a pena. Um prato clássico, leve, que agrada sempre. Ok, confesso. Mesmo com dezenas de gourmets recomendando o contrário, adoro arrematá-lo com um pouco de pecorino ralado, hehe.

Para acompanhar, uma saladinha (3 lindos maços de alface por 2 reais, na  famosa "chepa" do Ceasa. Adooooro. Vá depois da 1 hora. Por R$11,00 arrematei estes, 1 maço de brócolis, alho poró, 5 maçãs e uma caixa de figos. Realmente, desperta um certo consumismo. Uma vontade de arrajnar mais bocas para alimentar e mais braços para carregar toda aquela comida maravilhosa sendo praticamente doada para você!). Ok, saladinha: alface romana, cenoura, gergelim, molho de limão, azeite, mostarda e umas gotinhas de óleo de gergelim, para um toque oriental).

Risoto de Camarão
Para almoço de 3 e jantar de 1 papai

Ingredientes

  • 1 cebola;
  • 2 talos de salsão;
  • 1 talo de mini alho poró;
  • 1/2 cenoura;
  • 2 colheres (sopa) de azeite;
  • 1 xícara de arroz arbório;
  • 1 xícara de vilho branco seco;
  • 2L de água;
  • 500g de camarão;
  • 8 tomates picados;
  • 1 dente de alho picado;
  • Salsinha/cebolinha;
  • Pimenta caiena
  • Sal a gosto;

Preparo


  1. Limpe o camarão e reserve na geladeira, mas não descarte as cabeças;
  2. Coloque as cabeças de camarão, a água, 1 talo de salsão, a cenoura e deixe ferventar por 40 minutos. Coe e reserve;
  3. Pique super finamente a cebola e reserve. Pique finamente o salsão e o alho poró.
  4. Refogue no azeite em uma frigideira 1/3 da cebola, o tomate, o alho, o camarão, e tempere com sal, caiena e salsinha/sebolinha. Não deixe o camarão reduzir muito, refogue o suficiente;
  5. Refogue no azeite a cebola, salsão e alho poró.
  6. Adicione o arroz arbório na panela, até que este comece a soltar o amido;
  7. Adicione o vinho branco e deixe evaporar;
  8. Adicione 2 conchas de caldo, e vá adicionando o caldo até que o arroz cozinhe. Mexa ocasionalmente, e desligue quando o arroz estiver al-dente. Tampe e deixe "dar a liga" por alguns minutos. Sirva imediatamente e almoçe feliz!
Lembre-se: um bom caldo é o ouro de um cozinheiro. Se sobrar caldo, congele!

Bolinho de Bacalhau


Dias corridos, 3º colegial. Duas meninas tensas. Com o feriado, um tempinho para postar uma receitinha, em uma aventura culinária com dona Ana Maria, a bacalhauzera daquí de casa.
Eu, Anna, costumo achar bacalhau meio sem graça. Minha mãe é fã, e sempre procura o bolinho de bacalhau perfeito. Fomos assim, tentar fazer nosso próprio e, devo dizer, essa receita portuguesa bateu as últimas que experimentamos em restaurantes. Dá um trabalhinho, mas fez o bacalhau subir de conceito na minha lista! 

Almoço de carnaval delicioso, regado a bolinhos de bacalhau - com tabasco e limão, é claro!


Bolinho de bacalhau português


Ingredientes:

  • 500g de bacalhau dessalgado e desfiado;
  • 500 g de batata;
  • 1 ovo;
  • 1/2 cebola picada;
  • Salsinha/cebolinha;
  • 1 dente de alho picado;
  • 2 colheres (sopa) de farinha de trigo;
  • 2 colheres (sopa) de azeite;
  • óleo para fritar.
Preparo:

  1. No dia anterior, deixe o bacalhau de molho;
  2. Troque a água duas vezes;
  3. Descasque e cozinhe a batata; 
  4. Depois de cozida, amasse-a com um espremedor e adicione salsinha e cebolinha;
  5. Fervente o bacalhau, escorra e desfie;
  6. Em uma panela, refogue o alho e a cebola em azeite e adicione o bacalhau. Desligue após 5 minutos;
  7. Adicione o purê de batata e misture bem.
  8. Faça pequenas bolinhas, e passe-as na farinha;
  9. Em uma panela, coloque o olho, deixe esquentar bem e frite os bolinhos até que dourem.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Torta de Frango

    

À esquerda, torta da Nonna e à direita, a minha, em uma foto pouco favorecedora, pois 4 esfomeados me olhavam com um olhar assassino.


Eu sei que já está parecendo repetição, mas eu preciso aprender todas as receitas possíveis do legado da minha avó, e como eu já disse, vou postando por aquí minhas tentativas. A torta de frango é o coringa da dona Therezinha: feita nas últimas vezes que quis nos agradar, teve o poder mágico de atrair todos à mesa antes mesmo de serví-la. Se a nonna tivesse falsa modestia  não soubesse que tem ouro nas mãos não dobrasse a receita cada vez que a fizesse, acho que teríamos que disputar os últimos pedaços a tapas.

Essa é a típica comida caseira descomplicada e saborosíssima: uma massa crocante (comprada RELIGIOSAMENTE em rolo na fábrica da Arosa, pois, se eles fazem melhor, para que resistir?) e um recheio hiper cremoso, temperado e acolhedor. Perfeito com uma saladinha.

Uma bela noite de segunda, então, decidi tentar a torta. Coloquei meu avental da sorte, presente da própria mestra cozinheira, e a torta saiu rapidamente, com pouco esforço. Enquanto preparava o recheio, o Felippe chegou pedindo meu chuveiro emprestado, e ficou para comer a torta. Avisado pelo irmão, Tóninho também colou por aquí. Mãe e pai chegaram esfomeados. Sentamos em volta da mesa e a tensão foi aumentando na mesma proporção pela qual o cheiro que saia do forno tomava a casa. Conversa vai, conversa vem, meu pai ia me pressionando para conferir a torta. Eu tive que correr para tirar a foto, arriscando meus braços perto daquelas criaturas esfomeadas e insanas!

Avental da sorte, ou, segundo a Nonna, "Maçãs que saltam". Boing!

Torta Caipira Sorocabana Coringa de Frango

Para o frango desfiado:
  • 1 bandeia (600g) de peito de frango - orgânico e feliz, please!
  • 1 talo de alho poró;
  • 1 cenoura;
  • 1 cebola;
  • 1 talo de salsão (não tinha, então coloquei erva doce, hehe!)
  • Temperos, bouquet garni, ou o como você quiser chamá-los.
  • Sal, pimenta;
  • Caldo de frango (ando usando o Nomu, que não tem realçadores de sabor como o glutamato monossódico, além de ser bonitinho e bem gostoso).
  1. Lave o frango, coloque tudo em uma grande panela, e deixe cozinhar tempado, por 35 a 40 minutos, ou até que o frango esteja cozido e desfiável;
  2. Reserve o caldo e congele (caldo bom=ouro de cozinheiro). Desfie o frango com dois garfos;
Para o recheio
    • Frango cozido (ver acima) e desfiado;1 cebola;
    • 2 dentes de alho;
    • 2 talos de alho poró;
    • 1 lata de milho pequena;
    • 2 tomates sem pele - veja aqui como retirar a pele do tomate;
    • 4 palmitos;
    • 1 pote de requeijão (substituo por cream cheese light);
    • 1 pimenta malagueta, sem sementes. Não mais do que isso, é sério.
    • Salsinha, cebolinha, sal.
    1. Pique os tomates em cubos, o palmito em pequenas rodelas e a cebola, o alho e o alho poró finamente;
    2. Refogue a cebola, o alho poró e o alho, adicione o milho;
    3. Coloque o tomate e o frango, e refogue até que os vegetais estejam douradinhos, sem deixar secar muito;
    4. Adicione o palmito, desligue o fogo, e misture o cream cheese;
    5. Tempere a gosto.
    6. Espere o recheio esfriar.
    Montagem:

    1. Preaqueça o forno a 200ºC.
    2. Estique a massa que você descongelou algumas horas antes com um rolo, e coloque em uma forma de fundo removível. Nem precisa untar. Não esqueça das laterais, e deixe um pedaço para cobrir o recheio. Com um grafo, faça pequenos furinhos para que o ar escape. 
    3. Espalhe o recheio quase frio uniformemente;
    4. Cubra com a massa, dobre as bordas e faça novos furinhos para o ar. Veja o que acontece se você esquece destes furinhos na foto da minha torta, devido a uma pequena distração :).
    5. Pincele com o ovo batido e decore como quiser;
    6.  Asse por aproximadamente 30 minutos e devore!

    domingo, 6 de fevereiro de 2011

    Bolo de Abacaxi com coco do nonno










    Sexta feira foi aniversário do meu (Anna) avô. O Seu Affonso sabe o que é comida simples e gostosa. Minha avó sempre pode agradá-lo com um bolo assando no cafézinho da tarde, lá pelo horário que eu almoço, seguindo sua rotina das antigas. Por isso, quando a nave mãe decidiu fazer uma reuniãozinha por aquí para comemorar o aniversário do avô coruja, imaginei que ele gostaria de um bolo feito pela neta. Ok, também me motivou o fato de que eu sempre quis fazer um bolo de festa cheio de camadas e detalhes. Lá fui eu, realizar a clássica varredura da internet e recolher todas as receitas possíveis e imagináveis. Brainstorming, como diriam os publicitários. O que deu o pontapé inicial na minha idéia foi o bolo Piña Colada, do Technicolor Kitchen, entretanto não queria um bolo com bebida. Nesses dias quentes, consegui apenas pensar na opção mais fresca o possível: bolo levíssimo branco, com camadas de abacaxi e coco, coberto por chantilly. Não é o mais inovador, mas é o tipo de bolo que minha mãe comprava todo aniversário em uma rotserrie perto daquí, que sempre agradou a todos.

    Encantada com os zilhões (!!!) de bolos de festa no recém descoberto site da Martha Stewart, decidi tentar uma de suas receitas de bolo em camadas, e retirei a receita do recheio de abacaxi de lá também. O recheio de coco foi o resultado de uma varredura no google mesmo, mas falarei dele no fim do post.

    Quinta feira, depois da escola, separei todos os ingredientes. Evitaria desastres ao máximo: estava determinada a fazer tudo sozinha, sem interrupções que me distraíssem, com a maior calma e capricho, seguindo minuciosamente a receita. Naquelas quatro horas ensolaradas de pura catarse, entrei em alfa na companhia da dona farinha e da Sra manteiga. Terapia total. O resultado foi uma tarde sem com poucas pedras no caminho, e um bolo que eu, para uma primeira vez, posso me orgulhar. O próximo aniversário é o da minha mãe, e já estou pensando no meu próximo projeto de bolo.


    Ok, chega de divagação. Vamos aos aspectos práticos. As pedras no caminho: Não tenho formas de 22 cm. Usei 2 formas de 25 cm, que obviamente, resultaram em bolos mais finos, e difíceis de cortar sem esmigalhar. Só um detalhe, pois com coragem, deu para dividí-los. A receita pedia "cake flour", o que, na minha bíblia de farinhas, vulgo La Cucinetta, poderia ser substítuída por 1 xícara de farinha comum menos 2 colheres de sopa, junto a a colher de sopa de maizena. 

    Veredicto: Como sou filha do meu pai   criciri   meio exigente com tudo o que eu faço, o bolo poderia melhorar em alguns aspectos. Não gosto de maizena, e eu percebia o gosto dela no fundo. Por isso, poderia ter ficado mais leve e delicado. Na próxima vez, vou testar outra receita de bolo branco. A calda de abacaxí foi facílima e deu super certo, ficando azedinha e doce. Como sou fã de doces não muito doces, acho que faria uma mousse de coco no lugar, do beijinho, para um sabor mais delicado. Mesmo assim, o povo daqui gostou!
    Para não fazer mal juízo do meu projenitor, ele gostou muito, e nem sentiu gosto de maizena.


    Bolo branco – Martha Stewart

    Faz 2 bolos na forma de 23 cm
    • 3 xícaras de farinha para bolos menos 6 colheres de sopa;
    • 3 colheres de maizena;
    • 8 claras grandes (230g);
    • 2 colheres (chá) de fermento para bolos;
    • 1 colher (chá) sal;
    • 360g de manteiga sem sal, à temperatura ambiente;
    • 2 1/4 xícaras de açúcar;
    • 1/2 colher (chá) de extrato de baunilha;
    • 1 xícara de leite.

    1.  Preaqueça o forno a 180°. Unte duas formas de 23 cm redondas, coloque papel manteiga no fundo , unte-o com manteiga e salpique farinha novamente.
    2. Num bowl médio, peneire 5 x a farinha, maisena, fermento e sal. Reserve.
    3. Na batedeira, bata a manteiga e vá adicionando 2 xícaras de açúcar até que fique leve e fofo, 3 a 4 minutos,retirando o que gruda nas bordinhas as vezes. Adicione a vanila. Diminua para o movimento mais lento da batedeira, e adicione a farinha em 3 partes, alternando com o leite, até que tudo se combine. Pare imediatamente.
    4. Bata as claras em neve no modo mais devagar até que espumem, e vá adicionando gradualmente o ¼ de xícara restante de açúcar. Bata no mais rápido até que fique consistente, com picos brilhosos , aproximadamente 4 minutos.Não exagere. Gentilmente, coloque 1/3 das claras na mistura de manteiga e incorpore. Delicadamente, incorpore o resto.
    5. Divida a massa nas 2 formas igualmente, alisando com uma espátula. Asse, girando-as na metade do cozimento, até que fiquem marrom dourado e passem no teste do palito no centro (aproximadamente 30/35 minutos. Transfira as assadeiras para uma grade e deixe esfriar por 20 minutos. Inverta os bolos na grade, e retire o papel. Reinverta os bolos, e deixe-os esfriar completamente, com o topo para cima.
    6. Usando uma faca para pão, corte os bolos na metade, coloque num prato, coloque uma camada de creme de abacaxi, uma de bolo, uma de musse de coco, uma de bolo, uma de creme de abacaxi, uma de bolo. Deixe na geladeira e faça o chantilly no dia seguinte, espalhando-o belamente. Finalize com coco ralado duas pequenas raspas de limão siciliano.




    Recheio de abacaxi
    • 1 abacaxi grandão, picado;
    • 2 xícaras de suco de abacaxi;
    • 1 e ½ xícara de açúcar granulado;
    • ½ colher de chá de sal
    • Adicionei 1 naco de gengibre ralado e, como o abacazi estava muito doce, espremi um limão siciliano também.
    1.  Preparo sem esforço:  Misture o suco, açúcar e sel numa panelona em fogo médio. Cozinha, mexendo ocasionalmente, até que o açúcar dissolva. Coloque o abacaxi (todo, menos ½ xícara) na panela, deixe ferver e cozinhe até que a fruta esteja marrom-dourado claro, como uma calda líquida e densa, de 45 minutos a 1 hora. Deixe esfriar.


    Recheio de coco

    Minha primeira tentativa, com leite e gemas, coalhou: ficou delicada e, de gosto, não ficou ruim, mas saberia que não seria uma unânimidade. Por isso, optei por fazer um beijinho de coco: 1 lata de leite condensado, 1 colher de manteiga e o coco ralado que sobrara. Deixei apurar e, após esfriar, montei o bolo. Sem erros.




    Montagem: Bolo+Abacaxi+Bolo+Coco+Bolo+Abacaxi+Bolo. Bata creme de leite fresco com um pouco de açúcar, e divirta-se espalhando. Finalize com coco fresco ralado.


    Por último, gostaria de agradecer ao forno super top dos vizinhos, que, diferente do meu projeto de forno, cabe duas formas na mesma fileira e assa bolos belamente.

    quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

    Tiramisu misterioso e pão de ló







    Para o jantar natalino, decidimos montar um tiramisu, uma de minhas sobremesas favoritas. Se feita com ingredientes de qualidade, com capricho, acredito que seja o melhor doce que existe. Delicado, cafezento, elegante até a última migalha e caro: fazê-lo foi uma aventura. Primeiramente, fomos comprar os ingredientes no Santa Luzia. 500g de Mascarpone Italiano - R$ 51,00. Ufa! Já na sessão de bebidas, foi nos indicado um Vin Santo de R$ 170,00 - "Afinal o Tiramisu é uma sobremesa excepcional, um clássico!" disse o enólogo, Ah, ok. Nos contentaríamos com uma bebida da nossa reduzida adega. Naquele dia quente, decidimos tomar um sorvete na Haagen Däazs do shopping, e, por um truque do destino, esquecemos a sacola com os ingredientes na sorveteria! Nunca ví meu pai correr tanto.

    Já em casa, decidí fazer um pão de ló para compor o tiramisu. Afinal, com ingredientes tão bons, queria tudo fresco e feito em casa, por nós, e não utilizando um biscoito empacotado (champagne)!  Não poderia ter sido uma decisão melhor, pois valorizou bastante a sobremesa. O pão de ló, delicado, adocicado e puro, por sí só já é maravilhoso, e serve tanto para pavês, bolos em camadas e rocamboles, como para meu café da manhã do dia seguinte! O cheiro irresistivel que inundou a cozinha me transportou até a casa da nonna. Muito bom!

    Momento raiva: De que adianta ter uma forma de 30x40, se ela não cabe no seu forno de m*. Tive que me contentar com uma forma menor, num forno que apaga - deixando o gás ligado!

    Pão de ló básico
    Do livro milenar do leite moça, levemente adaptado, com menos açúcar.


    Ingredientes
    • 6 ovos separados;
    • manteiga para untar;
    • 2 colheres (chá) de fermento em pó;
    • 3/4 xícara (chá) de açúcar;
    • 1 xícara de (chá) farinha;
    Preparo
    1. Pré aqueça o forno a 180ºC.
    2. Forre uma forma de 30cm x 40cm com papel manteiga;
    3. Unte o papel com manteiga derretida;
    4. Perneira a farinha e o fermento, e misture-os;
    5. Bata as claras em neve até formarem picos;
    6. Adicione metade do açúcar e bata até formarem, novamente, picos;
    7. Bata as gemas até ficarem amarelo-claras e adicione lentamente o resto do açúcar - vai ficar parecendo cal, mas não se desespere!
    8. Sem parar de bater, junte lentamente a farinha a o fermento.
    9. Misture delicadamente, de fora para dentro, as claras em neve.
    10. Espalhe a massa na assadeira e asse por 30 minutos, até que o teste do palito dê o ok.
    11. Retire do forno, e desenforme, desgrudando o papel manteiga com cuidado.

    Agora, ao Tiramisu. Ficou fabuloso, tanto que não tive tempo nem de tirar a foto, e pouco sobrou para contar a história - o resto foi congelado, e virou um super sorvete! Comi tanto que entrei em coma de comida, realmente! Só não pense em trocar o mascarpone por cream cheese, pois você irá arruinar a sobremesa. A receita foi retirada do Livro a "Itália de Jamie", apenas substitiondo o Vin Santo por um licor de café. Elevação espiritual total. Faça, por favor - e, para não deixar um vácuo, desenhei no paint como seria a sobremesa. hahahah

    Não deu tempo nem de tirar a foto do tiramisu! Ele foi atacado antes que me desse conta!

    Tiramisu

    Ingredientes
    • 1 receita de pão de ló básico;
    • 500g de queijo mascarpone;
    • 100g de açúcar de confeiteiro;
    • 1 fava de baunilha
    • Bebida
    • Café forte sem açúcar;
    • Chocolate amargo 75% cacau para raspar por cima;
    Preparo
    1. Faça um café bem forte;
    2. Transfira-o para uma vasilha rasa e adicione a bebida;
    3. Bata o queijo mascarpone , o açúcar e as sementes da fava, até formar um creme liso;
    4. Recorte o pão de ló com o formato da base de sua vasilha, e embeba-o no café;
    5. Coloque esse pedaço na base, e por cima, espalhe o creme;
    6. Vá recortando o pão de ló, embebendo-o por alguns minutos no líguido, e alternando-o com camadas do mascarpone. Finalize com este creme, colocando raspas do chocolate amargo como acabamento!
    7. Tire sua foto antes que o ataquem.

    Focaccia integral




    Aha! minha melhor tentativa de pão até agora! Rendeu um jantar adorável e relaxante, super fácil de fazer. Afinal, tratando-se de pão, a única coisa que você tem que fazer é sovar (encare como uma catarse) e espalhar languidamente o topping. O resto, o tempo e o fermento se encarregam. Nada mais descomplicado, e ainda com a vantagem daquele cheirinho de pão inundando o apartamento.

    Após pesquisar por inúmeras fontes, escolhi a receita do Panelinha, pois sempre tive sorte com as fórmulas da super Rita Lobo, e usar farinha integral me faz me sentir mais... virtuosa. Fiquei apreensiva, com medo de obter um pão comum, mas a receita, mesmo integral, rendeu uma focaccia autêntica: úmida, macia e salgadinha. Mudei apenas os toppings: nessa parte, o que vale é a criatividade e o que você tiver na despensa. Por fim, vale ressaltar que a focaccia deve ser consumida no mesmo dia! Não é um problema, pois dificilmente sobrará um pedaço para contar a história.

    Focaccia Integral básica
    Serve: 3 pessoas para um jantar frugal, com uma saladona, e ainda quase metade foi para os vizinhos (Toninho ajudou a sovar!)

    Ingredientes
    • 2 xícaras (chá) de farinha de trigo;
    • 1 e 1/2 xicara (chá) de farinha de trigo integral;
    • 1 tablete/ 15g de fermento biológico fresco;
    • 1 e 1/2 colher (sopa) de azeite
    • 1 colher (sopa) mel;
    • 1 colher (chá) sal;
    • 1 e 1/2 xícara (chá) de água.

    Preparo
    1. Misture o fermento, 1 xícara da farinha, a água o mel e o azeite, dissolvendo todos. Deixe descansar por 30 minutos;
    2. Peneire em uma vasilha grande o resto das farinhas e o sal, abra um buraco e adicione a mistura com o fermento após o descanso;
    3. Com coragem, coloque a mão na meleca e misture até formar uma massa homogênea, "sovável". Por mais que eu trabalhasse a massa, ela ficou bem grudenta, e demorou uns 15 minutos - e uma adição de farinha - para que eu pudesse sovar. Sove por 10 minutos.
    4. Faça uma bola com a massa, a deixe-a crescer dentro do microondas por 1 hora, coberta por um pano úmido.
    5. Nos últimos minutos, preaqueça o forno a 180ºC e unte uma forma de 30cm x 25 cm com óleo e farinha.
    6. Espalhe a massa na forma com os dedos, até cobríla por inteiro, igualmente;
    7. Coloque a cobertura que quiser. Se você for um pouco indecisa - não mais que a Marina, libriana - pode fazer uma focaccia com vários sabores: fiz 3 fileiras: Rodelas de tomate+sal+orégano+pimenta; Rodelas de mini-cebolas roxas+aliche+pimenta; Flor de sal e alecrim. Finalize com uma regada de um bom azeite.
    8. Asse por 30 minutos (o meu deu uns 45 minutos...) e sirva imediatamente. Com uma saladona, foi um ótimo jantar!

    Bolo mármore do Tó

    Huuuummm...

    O gordinho cabeçudo comendo

    O Antonio - vulgo Tó, ou Toninho - é o xodó da família. Último neto, raspa de tacho, fofura da prima. Eu, Anna, confesso, SOU UMA PRIMA BABONA. Mas quem não é ? (perguntem para a Má sobre o Luis Henrique...). Por isso, minha tarde do último sábado rendeu um bolo. Não que tenha sido um grande sacrifício. Chegando em casa, vejo Tozinho indo ao supermercado -  falei que ele também é meu vizinho? - e, após alguns minutos, ele bate na minha porta, com ingredientes para um bolo mármore, especialidade da nossa avó, cuja receita ele mesmo encontrou aquí. Como dava para dizer "não" para isso? E para o pedido de uma calda de brigadeiro depois? (Essa foi escolhida pela terceira pessoa na cozinha naquele dia - meu outro primo, Felipe).

    Bolo mármore do Toninho


    Ingredientes

    • 70g de manteiga a temperatura ambiente;
    • 2 ovos bem batidos;
    • 1/2 xícara de açúcar;
    • 1 e 1/3 de xícara (chá) de farinha de trigo;
    • 1 colher (chá) de essência de baunilha;
    • 2 colheres (chá) de fermento em pó;
    • 1/2 colher (chá) de sal;
    •  1/2 xícara (chá) de leite
    • 2 colheres (sopa) de chocolate em pó;

    Preparo

    1. Pré-aqueça o forno a 180º
    2. Bata a manteiga, até obter um creme liso;
    3. Adicione lentamente o açúcar, batendo bem;
    4. Adicione os ovos aos poucos e a baunilha, e mexa bastante;
    5. Misture em uma vasilha a farinha, o sal e os fermentos, todos peneirados;
    6. Adicione os secos, alternando com o leite e mexendo bem;
    7. Separe 1/3 da massa em uma vasilha, e nessa, misture o chocolate;
    8. Em uma forma de buraco no meio, untada e enfarinhada, adicione colheradas alternadas da massa branca e achocolatada. Você obterá pouca massa, mas o bolo crescerá. Mesmo assim, será um bolo pequeno.
    9. Asse por aproximadamente 1 hora, ou até o teste do palito sair sequinho;
    10. Desligue o fogo e deixe o bolo lá, para que forme uma crostinha.
    Enquanto isso, faça um brigadeiro e, quando acabar, desenforme o bolo e espalhe-o por cima. Pegue 3 colheres, e divida o brigadeiro que grudou na panela com seus sous-chefs comparsas. Ótimo fim de tarde chuvoso pré-fuvest!

    Arroz doce com especiarias




    Esta é outra receita do jantar de ano novo atrasada! Mea culpa.
    Com minha panna cotta preparada, Ana-mãe decide que estava com larica de arroz-doce. Pois sim, decidimos então por uma adaptação de muitas receitas da internet, que utilizavam arroz arbório, e adicionamos as especiarias, para um toque exótico. Ainda quente, essa sobremesa é uma elevação espiritual, mas mesmo após firmar, na geladeira, ficou irresistível!

    Vocês gostaram da vasilha? É uma cilada. 
    Ví uma parecida no livro da Nigella, e nos aventuramos pela São Paulo congestionada na véspera de Natal, em busca da maldita,  e nada. Na véspera de ano novo, entretanto, encontramos essa belezinha na Tok & Stock, e voltamos para casa imediatamente, para fazer o arroz. Foi só colocá-lo na mesa, após o Jantar, que a base cedeu! NÃO DUROU NEM DEZ SEGUNDOS! Acho que não era para ser. Fiquei tão frustrada...

    Arroz Doce com especiarias

    Ingredientes
    • 2 xícaras de arroz arbório;
    • 1 xícara de água;
    • 1L de Leite integral
    • 8 sementes de cardamomo, trituradas em um pilão
    • 1 pau de canela
    • 10 cravos em pau
    • Aniz estrelado
    • 4 gemas
    • 1/2 xícara de açúcar com baunilha

    Preparo
    1. Em uma panela, ferva a água e as especiarias e adicione o arroz. Cozinhe até a água secar;
    2. Adicione o leite e cozinhe o arroz, até que fique macio;
    3. Bata com o fouet, em uma tigela, as gemas e o açúcar, até obter um creme liso;
    4. Retire o arroz do fogo, e misture as gemas com açúcar e volte a mistura ao fogo, mexendo sempre até obter a consistência desejada;
    5. Deixe esfriar, e coloque na geladeira da noite para o dia - Se você quiser, coma ainda quente, fica ainda melhor!
    Para decorar, você pode procurar um arabesco na internet, imprimir, recortar em um papel grosso, e posicionar em cima do arroz, depois de pronto. Aí é só polvilhar a canela, e você fica com um desenho bonitinho!

    domingo, 2 de janeiro de 2011

    Pesto de Manjericão


    Minha pobre e infeliz hortinha que não vai para frente...


    O Molho pesto é um clássico da culinária. Lí outro dia que foi criado na Grécia, recebendo um nome que deriva do verbo pisar, amassar ou "patissis", sendo levado a Itália e praticamente institucionalizado, ganhando fama. Ao que parece, eles atribuíram normas para um pesto perfeito. Bom, sendo uma reles mortal, fiz meu pesto sem obedecer a muitas medidas, experimentando enquanto batia no almofariz, mas me rendi ao liquidificador, vendo que o óleo verde do manjericão não sairia tão facilmente.

    Usei meu pesto na terrine de Natal, conseguindo o bastante para aproveitá-lo em uma massa após um dia cansativo. Para um gosto a mais, tirei a idéia do livro "Amei, perdi, fiz espaguete", da Giulia Melucci, que fritava berinjelas e as colocava no fundo do prato, e coloquei uma surpresa no fundo da travessa: tomates assados (ficam uma delícia, adocicados e azedinhos!).  
    O livro em sí é interessante para alguém como essa que vos escreve, que procurava uma leitura leve para rebater um ano inteiro de clássicos para a escola, sem tempo para livros menos "intelectuais". Seu ponto forte são as receitas simples, caseiras e com um toque pessoal, mas passa longe de ser um livro único. É mais uma história de vida de uma nova-iorquina meio perdida e seus enlaces amorosos... Poderia ser muito melhor. 

    Pesto de Manjericão

    Ingredientes
    • 1 maço de manjericão lavado;
    • 3 dentes de alho;
    • 120 g de queijo parmezão ralado;
    • um punhado de pinólis - ou nozes/amêndoas;
    • Suco de limão;
    • Azeite;


    Preparo
    1. Pulse os 5 primeiros ingredientes no liquidificador, e vá adicionando o azeite até a consistência desejada.


    Massa com pesto                              com direito a surpresinha!
    Para 3 pessoas

    • Seu lindo e verde molho pesto feito em casa;
    • 1 punhado de nozes;
    • 4 ramos de manjericão;
    • 200g de massa - usei linguine;
    • Queijo ralado a gosto;
    • 3 tomates;
    • Orégano;
    • Azeite;
    • Sal e Pimenta do reino
    1. Preaqueça o forno a 200ºC;
    2. Corte os tomates em fatias de aproximadamente 1 cm, tempere com orégano, sal e pimenta;
    3. Unte uma assadeira com azeite, coloque os tomates e asse-os por 40/ 45 minutos;
    4. Coloque uma panela de água para ferver com uma pitada de sal;
    5. Cozinhe o macarrão de acordo com as instruções no pacote, e tente escorrê-lo quase al dente - nem muito duro nem muito macio, o ponto perfeito - pois seu próprio calor o manterá cozinhando.
    6. Volte-o à panela, misture-o ao pesto, adicione as nozes picadas, parte do manjericão e um fio de azeite;
    7. Numa travessa, coloque os tomates na base, seguidos pela massa e salpique o resto do manjericão;
    8. Sirva imediatamente, com queijo ralado;

    quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

    Madeleines de mel e limão e um presente de natal





    Um complemento ótimo para uma lembrancinha de natal, essas madeleines de mel e limão são super amanteigadas, azedinhas doces e indiscutivelmente fáceis. Assim como as outras, sujaram um nada de louça. A receita foi inspirada nessa, e também não consegui grandes calombinhos, embora tenha aumentado um pouco o fermento. Aí vai a receita adaptada. --- Ahhh, use o limão siciliano!

    Madeleines de mel e limão
    • 100 g de manteiga sem sal;
    • 100g de farinha;
    • 50 g de açúcar;
    • 3/4 colher (chá) de fermento em pó;
    • 2 ovos médios;
    • 2 colheres (sopa) de mel;
    • 2 colheres (sopa) de suco de limão (suco de 1/2 limão siciliano médio, nesse caso)
    • raspas de 1 limão;
    1. Deixe o açúcar junto às raspas para ir pegando o gosto;
    2. Derreta a manteiga e o mel no fogo baixo e deixe esfriando;
    3. Enquanto isso, peneire a farinha e o fermento e reserve;
    4. Bata os ovos e adicione o açúcar com o fouet;
    5. Adicione o suco de limão e a farinha, misturando só para incorporar;
    6. Coloque a manteiga/mel na mistura e misture bem. No começo, parecerá muito oleosa, mas continue misturando e tudo dará certo;
    7. Cubra com um plástico e deixe na geladeira durante a noite;
    8. Acorde depois de seu sono de beleza, preaqueça o forno a 180°C, unte e enfarinhe bem as forminhas e deixe-as um pouco na geladeira;
    9. Encha-as até 3/4 da capacidade;
    10. Asse por 20-25 minutos, até que fiquem bem douradinhas;

    Um presente fofíssimo!

    Picadinho de carne




    Carne é algo caro, e honestamente, é difícil achar bons fornecedores. Já tivemos muito azar com carnes do Pão de Açúcar e até do santa Luzia. O Mambo, supermercado vizinho ao prédio da Anna, é território proibido para compradores de carne, devido a experiências envolvendo carne podre. Pois é, eles desligam a geladeira de noite.
    Acontece que, por um truque do destino - haha - ao invés de comprar no lugar habitual, acabamos com duas bandejinhas de carne do Mambo. A primeira, grelhada, provou ao que veio, sendo estupidamente dura. A solução, então, para uma bandejinha de bife de pedra? Picadinho. Bife na panela de pressão ( a invenção do século).
    Saudável, aconchegante, deu super certo, e ficou saborosíssimo.

    Picadinho de carne
    Para 3 famintos ou 4 relativamente normais

    Ingredientes
    • 500g de contra filé maldito; (pode ser alcatra, patinho...)
    • 2 colheres (sopa) de azeite;
    • 1 cebola bem picada;
    • 2 tomates em cubinhos;
    • 1 xícara (chá) de vinho tinto;
    • 1 cenoura;
    • 1 talo de salsão;
    • 1 pimentão vermelho;
    • 1 colher (sopa) de molho inglês;
    • Tomilho;
    • Sal e pimenta do reino a gosto;
    Preparo
    1. Deixe uma panela de pressão aquecendo no fogo com o azeite;
    2. Corte a carne maldita em cubos;
    3. Pique a cenoura, o tomate, o salsão e o pimentão em pedaços médios;
    4. Refogue a carne até que a parte externa fique dourada;
    5. Adicione a cebola e refogue;
    6. Adicione os tomates e deixe por mais 2 ou 3 minutos;
    7. Coloque o tomilho e a pimenta do reino a gosto;
    8. Adicione o vinho tinto e tampe a panela;
    9. Deixe cozinhar por 40 minutos após esta começar a apitar;
    10. Abra a panela com cuidado: coloque uma colher no "apitinho", deixando o vapor escapar por completo. A tampa se soltará;
    11. Coloque os legumes e o molho inglês, e cozinhe o suficiente para que amoleçam;
    12. Ajuste o sal;

    sábado, 27 de novembro de 2010

    Gingerbread cookies













    Essa é mais uma receita do projeto de biscoitinhos para o natal. Gingerbread cookies são um clássico do natal, deliciosos! A internet é repleta de receitas distintas destes biscoitos amanteigados. Há alguns anos, os dois projetos de gourmets que assinam este blog tentaram uma receita "apressada", que pedia apenas 30 minutos de geladeira. Foi um desastre! Colocamos toneladas de farinha a mais, tornando os cookies massas brancas, desformes e sem gosto! Acabamos perdendo o apetite, mas nos divertimos muito!
    Dessa vez, com mais experiência, a receita escolhida foi seguida corretamente, retirada do Prato Fundo. Cheirosos, deliciosos e fáceis! A receita rendeu aproximadamente 170 biscoitos!
    (!) Enquanto postava a receita, percebi que, ao passá-la para um papel, eu ESQUECERA DE ANOTAR 1 COLHER DE CHÁ DE FERMENTO EM PÓ! Assim mesmo, ficou ótimo. Nas próximas vezes, adicionarei o fermento, e tentarei usar o melado, ao invés do mel.

    Gingerbread

    Ingredientes
    • 250 g de manteiga sem sal na temperatura ambiente;
    • 4 xícaras (chá) de farinha de trigo;
    • 2 colheres (sopa) de cacau em pó (a receita falava chocolate, mas não tinha em casa...);
    • 6 colheres (chá) de gengibre em pó;
    • 1 colher (chá) de canela em pó;
    • 1 colher (chá) de cravo em pó;
    • 1 ovo batido;
    • 1 xícara de açúcar (diminui as quantidades pela metade, e substitui 2 colheres do normal por 2 de mascavo);
    • 1/2 xícara (chá) de mel ou melado (usei mel, mas pretendo tentar com melado da próxima vez);
    • 1 colher (chá) de sal
    • ? 1 colher (chá) de fermento em pó (NÃO COLOQUEI!)
    Preparo
    1. Peneire e misture os secos em uma tigela e separe.
    2. Na batedeira, misture o açúcar e a manteiga, batendo até formar um creme leve. Adicione o ovo e continue batendo;
    3. Diminua a velocidade da batedeira e coloque os secos de pouco em pouco. Ficará uma massa pesada. Você deve amassá-la com as mãos, unindo-a numa bola. Nessa fase, acho que eu deveria ter amassado-a um pouco mais, pois, no início, ela esfarelava.
    4. Cubra com um plástico;
    5. Coloque na geladeira por, no mínimo 4 horas. A massa já estava muito dura, então tentei fazer a primeira fornada após 3 horas. Deu carto, mas foi muito mais fácil depois de amassar um pouco mais e deixar por 5 horas;
    6. Pré aqueça o forno a 180º C;
    7. Estique a massa em cima de um papel manteiga com um rolo, deixando-a com aproximadamente 5mm de espessura, e corte com um cortador;
    8. Coloque em um tabuleiro, e deixe assar por aproximadamente 10 minutos, ou até que a base comece a dourar;
    9. Retire e deixe esfriar em uma gradinha.
    Parte artística: Glacê real

    Misture vigorosamente 1 clara, 1 xícara de chá de açúcar de confeiteiro peneirado e 6 gotas de suco de limão.  Divida em potinhos e adicione o corante de sua preferência. Como minha habilidade com o saco de confeitar é nula ínfima, comecei tentando confeitar com um palito de dentes (vê-se pela bola dos homenzinhos!). Descobri, depois, que conseguia controlar melhor o glacê com a ponta do bico de confeitar, só aquela parte que trocamos normalmente. Ia colocando aos poucos o glacê, e controlava facilmente quanto saia. É muito divertido!

    quinta-feira, 25 de novembro de 2010

    Filé de Linguado grelhado de verão







    Esta não chega ser nem uma receita, mas sim um modo de fazer. Peixe é uma delícia, entretanto, é um pouco complicado para cozinhar em casa. Com exceção do salmão e do atum, de filés grossos e firmes, peixes como o linguado ou a pescada sempre costumam desmontar quando grelhados. Isso faz com que fiquemos com duas possibilidades: filés empanados e fritos - uma opção gostosa, mas não muito saudável, e que faz com que a cozinha fique cheirando peixe - ou no papilotte - minha opção preferida, mas que não é unânimidade por aquí.

    Entretanto, em uma visita à Liberdade, nos deparamos com uma grelha para peixe, diferente daquelas pesadas vendidas nas lojas por R$ 300,00. Leve, delicada, meio frágil, por R$ 17,00. Levamos, não custava tentar...


    Filé de Linguado Grelhado de verão

    Para um almoço de verão, tempere o peixe com sal, pimenta e umas gotas de limão, deixe a grelha esquentar e grelhe o peixe, enquanto você monta uma saladinha refrescante. Esta, fizemos com mix de folhas, erva-doce, beterraba, cenoura e cebola roxa. O peixe ficou sequinho e crocante na medida certa.

    terça-feira, 23 de novembro de 2010

    Pâte Sablée

    Ou "A massa mais básica e fácil para qualquer biscoito amanteigado que você quiser". Esqueçam os cookies - que já nos renderam muitas decepções, incluindo ficarem todos unidos, oleosos, duros...

    Nas próximas semanas faremos alguns testes de biscoitos natalinos, para presentear. Para começar, escolhemos a massa sablée do Daniel Figueiredo, perfeita para biscoitinhos amanteigados para o chá. Esses biscoitos são aqueles servidos no café do Almanara, no Shopping Iguatemi, e parecem ser a razão pela qual esse café é o preferido de boa parte dos frequentadores. Você pode adaptá-la para qualquer sabor, assim, dividimos a massa em 3 porções e fizemos 3 fornadas:

    Limão Siciliano com glacê azedinho;
    Erva doce e goiabada;
    Chocolate e canela;
    Pâte Sableé

    Ingredientes
    • 125g de açúcar peneirado (fica ótimo com açúcares aromatizados. Usamos o vanille);
    • 250g de farinha de trigo peneirada;
    • 125g de manteiga sem sal (gelada, cortada em cubos);
    • 1 ovo;

      Preparo
    1. Em uma tigela grande, coloque a farinha e a manteiga, desfazendo os cubos com a ponta dos dedos até que você obtenha uma mistura homogênea. O segredo é nunca trabalhar a massa demais, por isso, evite transferir o calor de suas mãos para esta.
    2. Faça um buraco, e adicione o açúcar e o ovo. Misture novamente.
    3. Embrulhe em filme plástico e leve à geladeira por no mínimo 1 hora. Se quiser, divida a massa para fazer sabores separados, adicionando cacau em pó e canela, sementes de erva-doce ou raspas de limão e armazene cada porção separadamente;
    4. Após o descanso da massa, corte pedaços de papel manteiga. Coloque a massa em cima de uma folha, e cubra com outra folha. Com um rolo de abrir massa, estique a porção até que esta fique com ½ cm de espessura. Volte a geladeira por 20 minutos. Faça isso com cada porção, separadamente.
    5. Pré aqueça o forno a 180°C;
    6. Corte a massa com os cortadores de biscoitos e coloque em em um tabuleiro forrado com papel manteiga;
    7. Asse por aproximadamente 15 minutos, ou até que os fundos fiquem dourados;
    8. Deixe os discoitos esfriarem em uma gradinha.
    Se quiser fazer o glacê de limão, misture vigorosamente 1 xícara de açúcar de confeitero com 2 colheres de sopa de suco de limão, 1 colher de sopa de raspas de limão e 1 colher de sopa de água. Coloque os biscoitos em uma folha de papel alumínio, espalhe o glacê com uma colher e espere secar.

    Levados para a escola, os biscoitos não duraram uma aula!

    domingo, 21 de novembro de 2010

    Scones?






    Uma curiosidade: A Anna nunca comeu scones escoceses... Anna muito triste. Estes são uma constante em qualquer blog de culinária, com os mais variados sabores: doces, salgados, delicados, terrosos, então por que não tentar uma versão simplificada? Anna também nunca esperimentou pão de minuto, mas imagina que deve ser assim. Meio docinho, macio, rápido. Interessante. Anna, mesmo assim, terá que ir até a PAO, experimentar scones de profissionais. Huum. Bom, falar sobre a PAO merece um post inteiro, então, aí vão os scones do Gourmets Amadores, um blog português com receitas e fotos de tirar o fôlego!


    Scones

    Ingredientes
    • 2 e ½ xícara da farinha de trigo;
    • 1 colher de sopa de açúcar;
    • 1 e ½ colher de chá de fermento em pó;
    • 1 pitada de sal;
    • 30g de manteiga derretida;
    • Algumas uvas passas;
    • 1 xícara de chá de leite.

      Preparo
    1. Preaqueça o forno a 220° C;
    2. Peneire em uma grande tigela os ingredientes secos;
    3. Misture com as mãos o leite e a manteiga;
    4. Adicione as passas;
    5. Abra com um rolo sobre uma superfície enfarinhada, não deixando muito fino;
    6. Corte em círculos com um copo ou cortador;
    7. Coloque em uma assadeira com papel manteiga;
    8. Deixe no forno por 10 a 20 minutos.
    Passe uma geléia e coma no café da manhã, fresquinho. Vocês já viram quantas variaçòes de scones os gringos fazem? É assustador!

    sexta-feira, 19 de novembro de 2010

    As primeiras Madeleines




    "E logo que reconheci o gosto do pedaço da madeleine mergulhado no chá que me dava minha tia... logo a velha casa cinzenta que dava para a rua...e com a casa, a cidade, da manhã à noite e em todos os tempos, a praça para onde me mandavam antes do almoço, as ruas aonde eu ia correr, os caminhos por onde se passeava quando fazia bom tempo... tudo isso que toma a forma e solidez, saiu, cidade e jardins, de minha xícara de chá"
    
    Marcel Proust
    Madeleines.

    Diz-se que esses bolinhos foram criados - seriam esculpidos? - por uma cozinheira chamada Madeleine, para o sogro polonês de Luiz XV, Stanilas Leszczynski. Este, ao experimentá-las,  as nomeou em homenagem à cozinheira.  O fato é que a mistura de farinha de trigo, manteiga, ovos e açúcar, aromatizadas com casca de limão ou de laranja ganhou o mundo e os mais diversos sabores. Eternizadas nas linhas de Marcel Proust, em seu romance auto-biográfico "Em Busca do Tempo Perdido", foram associadas às mais saudosas lembranças da infância. Por esta razão, tornou-se corrente na França perguntar "Quais são suas madeleines?" quando refere-se a este tipo de recordação.

     “… essas várias impressões que me proporcionaram bem-estar e que, entre elas, tinham em comum a faculdade de serem sentidas, ao mesmo tempo, no momento atual e num momento passado –o ruído da colher no prato, a desigualdade das lajes, o gosto do biscoito madeleine— até fazerem o passado permear o presente a ponto de me tornar hesitante, sem saber em qual dos dois me encontrava; na verdade, a criatura que então saboreava em mim essa impressão, saboreava-a naquilo que ela possuía em comum entre um dia antigo e o atual, no que possuía de extratemporal, era uma criatura que só aparecia quando, por uma dessas identidades entre o presente e o passado, podia achar-se no único ambiente em que conseguiria viver, desfrutar da essência das coisas, isto é, fora do tempo… Tal ser nunca viera até mim, nunca se manifestara senão fora da ação, do gozo imediato, todas as vezes que o milagre de uma analogia me fizera escapar ao presente”


    Confessamos: o nome do blog foi escolhido pela sonoridade, mas não por uma grande experiência com madeleines, hehe. Contudo, sentíamos uma atração incondicional a tentar esses bolinhos. Em qualquer lugar que olhássemos na internet, lá estavam elas! Fáceis, pequenas, versáteis e com formato de conchas. Ahh essas conchas. Conferem uma estética delicada, poética e autêntica, mas são tão difíceis de encontrar em lojas comuns.

    Tudo mudou com a grande fornada de forminhas diferentes que chegou na Utilplast. Decidimos tentá-las após uma tarde ocupada de cupcakes de coco, que serão o próximos post. Impressionantes mesmo. Muito fáceis. Muito rápidas. Poucos ingredientes. Cheiro inebriante que inundou a cozinha. Serão repetidas à exaustão, com certeza.


    Tchanan: Nossas primeiras Madeleines
    Fonte: Technicolor Kitchen --- quem diria, ela também gosta de True Blood!

    Ingredientes
    • 2 colheres de sopa de cacau em pó;
    • 1 colher de chá de canela em pó;
    • 1/2 xícara + 1 colher de sopa de farinha de trigo;
    • 80g de manteiga sem sal;
    • 1 e 1/2 colher de chá de fermento em pó;
    • 1 pitada de sal;
    • 1/4 de xícara + 2 colheres de sopa de açúcar;
    • 2 ovos - gemas e claras separadas;
    Preparo
    1. Pré aqueça o forno a 220ºC;
    2. Unte as forminhas com manteiga e farinha;
    3. Derreta a manteriga no microondas;
    4. Misture os secos em uma tigela grande, e adicione as gemas;
    5. Bata as claras com o garfo, e adicione;
    6. Misture vigorosamente;
    7. Encha as forminhas até um pouco mais da metade, e coloque no forno. Deixe assar por 4 minutos a 220ºC, e abaixe para 190ºC. Deixe por aproximadamente 5 minutos, ou até passarem no teste do palito.
    8. Desligue o forno e deixe-as lá por alguns minutinhos: isso fará com que elas fiquem mais sequinhas, com uma forma mais definida e uma casquinha maravilhosa!
    Resultado: 25 madeleines, sendo a primeira fornada com madeleines menores, mais molhadas e menos infladinhas (deveriamos ter enchido com um pouco mais de meia forma, e não apenas metade, e também deixado-as um pouco mais no forno). A segunda fornada, aprós serem feitos estes ajustes, saiu perfeita! A receita foi super rápida: em menos de 1h e 30 min, havíamos escolhido o que faríamos, descido a rua para comprar o que precisava, feito 2 fornadas e lavado a louça restante, que foi muito pouca.