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terça-feira, 22 de março de 2011

A saga do molho maldito




Um conto endemoniado

Era uma vez uma menina de grandes olhos castanhos circulados por olheiras roxas de panda. Essa menina tinha uma avózinha que cozinhava muito bem: senhora esperta, quase uma baiana arretada no gosto por pimenta. A senhora mandava estoques semanais de seu molho mágico super-secreto e conquistador de multidões para a menininha, que sonhava em aprender a cozinhar como a avó, e herdara seu gosto pela pimenta, assim como sua língua bífida e seu calcanhar seco. Uma bela noite de verão, a menina olhou para a lua no céu, vestiu seu amuleto de maçãs saltitantes e marchou para a cozinha quente. Faria um bolonhesa de beringela tão bom quanto o molho de sua avó. Cortou cebolas com precisão de cientista, picou minuciosamente seus legumes variados. Admirou-os, enquanto centelhas de fogo saltavam do fogão ao refogá-los no mais fino e verde azeite. Acrescentou os tomates mais doces, uma pitada de açúcar para regular a acidez, e o lindo elixir ia engrossando como o âmbar das árvores do bosque. Mas aquela noite estava fadada a mudar. Armada com seu potinho do fundo da geladeira, a Feiticeira Zica invadiu a cozinha, oferecendo seu tempero amaldiçoado, disfarçado por lindas e vermelhas pimentinhas malaguetas para a ingênua meninha: "Você quer cozinhar como sua avó? Então apimente bem queridinha, e você terá o molho perfeito". A aprendiz de cozinheira, enfeitiçada pela beleza daqueles dedinhos vermelhos, empolgou-se, e tão logo pôs 5 pimentinhas na panela, sem titubear, a feiticeira desapareceu, deixando-a à própria sorte no calor do fogão. Cheia de expectativa, a menininha experimentou seu belo molho em uma grande colherada. Em contato com suas papilas, o molho se tranformava em fogo, sua língua latejava. Quase teve uma síncope, a pobre menina! Correu para o banheiro, escovou os dentes e passou listerine, e não conseguia mais sentir gosto algum. Desesperada, botou abaixo 5 copos d'água, enquanto, vermelha e suando, tentava neutralizar aquela maldição em forma de pimenta! Adicionou água, tomate, açúcar, e nada! Pesquisou, com pouco efeito, no grande oráculo Google, mas as berinjelas pareciam ter absorvido todo o poder da malagueta. Ao irromperem porta adentro, pai e mãe encontraram um resto de menina, de bochechas em chamas, com suas últimas forças tentando lutar contra a maldição. Já não sentia mais o gosto de sua própria comida, não sabia se o sabor apimentado que ainda sentia era fruto daquela primeira colherada, ou se suas investidas foram infrutíferas. A grande sábia assumiu o fogão e tentou de tudo. A solução encontrada, entretanto, foi fazer outro molho, e adicionar uma ínfima parte do molho anterior, e acompanhar a refeição com alguns litros de água.

Sopa de Brócolis




Em mais uma ronda diária pelos blogs que eu mais gosto, me deparei com essa sopa de brócolis e romanesco do Chucrute com Salsicha. Com esse friozinho chegando, já vinha com vontade de tomar sopa, e fiquei com a idéia ideia (ohmy- não consigo me acostumar com a ideia de que o acento caiu!) da sopa de brócolis que engrossava por si só na cabeça. Na semana seguinte, fiz a minha versão. 

Acho que no Brasil ainda não temos uma cultura de sopas muito grande, e é uma pena. Nos restaurantes, são raras, preteridas por todos e poucos se arriscam a ultrapassar a clássica trindade- canja, capelete, minestrone. Em casa, tidas como demoradas, são um prato pouco usual, embora tão fácil e tão versátil- é cortar os legumes e raízes que tiver e jogar na panela com caldo!

Enquanto isso, os gringos mais uma vez nos oferecem milhares de variações de todos os estilos: exóticas, elegantes, quentes, e até frias, para serem saboreadas no verão. Outro dia, precisando esquentar a alma com uma bela sopa, tivemos de pensar muito até que tivéssemos uma idéia de que local poderia nos oferecer belas sopas. Fomos ao Le Vin, e que decepção! Por preço de ouro, nos foi oferecido sopas de cebola intragavelmente pesadas e uma sopa de legumes digna de hospital de segunda categoria.

Lembrei que há algum tempo, havia lido no Ig uma matéria sobre sopas. Nela, a chef natureba Tatiana Cardoso explica um pouco sobre os princípios de uma boa sopa: não mais de 5 ingredientes, utilização de grãos, tubérculos para engrossar, formas de "aromatizar"... Seu livro, Cozinha Natural Gourmet, está há algum tempo na minha lista, e venho tentando convencer a minha mãe a uma "viagem" através da cidade até os confins da Chácara Flora, para provarmos seu restaurante, o Moinho de Pedra. Vale a pena ler o artigo, e, inspirada nele, adicionei um pouco de gengibre à sopa, o que deu um toque picante e exótico.

Ok, sem mais papo prolixo, aí vai a receita. Super rápida, sem esforço e altos rendimentos (suficientes para umas 6 porções fartas, imagino). Um jantar feliz e aconchegante, pois as vezes tudo que queremos é algo caseiro e leve (e não um líquido indefinido pseudo-francês).


Sopa de Brócolis

Ingredientes
  • 2 maços verdes e fartos de brócolis;
  • 1/2 cebola finamente picada;
  • 2 dentes de alho finamente picados;
  • 3 mini alho porós picados;
  • 1 dedinho de gengibre igualmente picado (eu adoro gengibre, coloco em tudo, e caprichei na dose, mas você pode omití-lo)
  • 1/2 cenoura em cubos pequenos;
  • 2 l de caldo de legumes ou água (adicionei um pouco do meu Nomu à água);
Preparo
  1. Corte o brócolis, picando finamente a parte mais rígida e clara, que demoraria mais para cozinhar.
  2. Refogue a cebola em um pouco de azeite, e adiocione o alho, alho poró e gengibre;
  3. Adicione a cenoura, o brócolis e o caldo e tampe. Cozinhe por aproximadamente 30 minutos, até que tudo fique bem macio;
  4. Com um mixer (daquele que sua mãe usava para fazer sua papinha, haha!) bata a sopa, até que ela adquira a consistência que você desejar. Eu, por exemplo, gosto de sopas mais pedaçudas, e não me importo de um caldo mais ralo, menos cremoso, por isso, batí só um pouco;
  5. Tempere à gosto;
  6. Sirva com um molho bleu cheese (bati um pouco de gorgonzola, iogurte, gotas de limão e temperei)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Cuscuz marroquino com legumes






Ainda não aprendi a usar muito bem o cuscuz marroquino, que tenho em toneladas em casa (algo relacionado com comprar a caixinha errada...). Inspirada na do livro "O Retorno do Chef sem mistérios", fiz algumas adaptações nessa salada, para acompanhar o peixe grelhado e a salada fatoush. Na receita original, jamie usa aspargos - que eu não tinha - e hidrata o cuscuz com água fria. Seguí o método original, e hidratei com caldo quente de frango, mas acho que não ficou crocante o suficiente. Da próxima vez, seguirei o mestre. Outra observação: o bicho cresce! A não ser que você pretenda alimentar todos só com cuscuz, 3/4 de xícara é muito!

Um acompanhamento levinho, fácil e exótico para terminar o feriado. Nãããão! Só para constar, eu devia estar estudando, ao invés de postando. 


Legumes Grelhados e cuscuz marroquino
Serve 4, como acompanhamento, e muitas sobras!

Ingredientes

  • 1/2 abobrinha em finas fatias
  • 1 pimentão vermelho em tirinhas
  • 1/2 cenoura em tirinhas
  • 1 mini alho poró picado
  • 1 cebolinha picada
  • Salsinha, manjericão e hortelã - ervas frescas em geral!
  • 3/4 de xícara de cuscuz - eu reduziria para 1/4 de xícara (reduza também o caldo!);
  • 3/4 de xícara de água ou caldo;
  • Tempero: Suco e raspas de 1 limão, azeite, sal e pimenta do reino.
Preparo
  1. Misture os ingredientes para o molho e reserve;
  2. Hidrate o cuscuz como preferir: com caldo quente ou frio, em uma tigela, e após alguns minutos, mexa com um garfo;
  3. Refogue os legumes separadamente;
  4. Misture tudo, e adicione as ervas.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Terrine de Legumes e queijo de cabra




Hummm, terrine!

Comi terrine pela primeira vez no Le Jazz Brasserie, e adorei! Com uma fixação assumida por tudo o que é francês, virei fã desse prato leve, sofisticado e trabalhoso. Algumas curiosidades: muitas terrines são feitas de carne - embora eu confesso não ter experimentado, devido a uma pontinha remanescente de frescura de criança para comer - e o nome do prato vem do próprio recipiente no qual é preparado, similar a uma forma de bolo inglês.

Escolhi preparar a terrine como entrada no jantar de natal, acompanhada pela salada verde com figos e aspargos que você vê na foto. Sim, eu tenho mania de grandeza. Sim, desde a época do Rainha da Paz, em que eu e Mamá inventavamos projetos fora de proporção, sei que tento abocanhar tarefas que podem estar fora do meu alcance. Sim, terrine exige suor e tempo, e pode te fazer querer largar tudo enquanto grelha todos estes legumes. No entanto, tudo vale quando você vê a terrine pronta, e se sente uma verdadeira chef! Não só isso, este é um prato com presença! Não desanime. Se você quer uma opção para impressionar, e tem algum tempo e energia, a terrine não é difícil: basta ter organização e paciência. 

Aí vai minha receita, um Frankestein de várias que encontrei por aí.

Terrine de legumes e queijo de cabra
Rendimento: muito!!! Jantar de Natal para 6 + jantar de sobras de natal para 3 + um pedaço que congelei, e vamos ver o que vai dar...

Ingredientes
  • 250g de queijo de cabra tipo boursin;
  • 250 g de cream cheese;
  • 2 colheres (sopa) de pimenta rosa;
  • 1 berinjela;
  • 1 pimentão amarelo;
  • 1 abobrinha grande;
  • 1/2 maço de aspargos;
  • 4 tomates holandeses;
  • 8 colheres (sopa) de pesto;
  • orégano;
  • azeite;
  • sal e pimenta para temperar;
  • aceto balsâmico;
+ forma de bolo inglês (para 99,9% da população, composta por aqueles reles mortais que não possuem uma terrine) e filme plástico.

Preparo
  1. Misture os queijos em um bowl, e adicione a pimenta rosa. Tempere com sal e pimenta e reserve;
  2. Corte os aspargos no meio, longitudinalmente, e cozinhe-os em uma panela com água, até que fiquem macios. Escorra-os e coloque-os em água fria, para interromper o cozimento.
  3. Corte os tomates em rodelas finas, tempere com sal, pimenta e orégano. Regue uma assadeira com azeite, distribua os pedaços e asse em fogo baixo por aproximadamente 40 minutos. Eu comeria isso sozinho.
  4. Fatie as beringelas e abobrinhas em tiras finas e uniformes, mas não se preocupe em deixá-las com uma espessura muito pequena, pois estas afinam ao grelhar.
  5. Fatie o pimentão em tirinhas, retirando a semente e cortando a parte curva, para que cada tira fique com a largura da forma;
  6. Grelhe as berinjelas e abobrinhas, colocando-as em um papel toalha. - e prepare-se para ficar cheirando a legumes grelhados ao ponto de ficar enjoada. Você pensará que nunca mais vai comer legumes grelhados, e que o cheiro nunca irá sair do seu cabelo, mas essa sensação passa.
  7. Grelhe as tiras de pimentão, tampando a frigideira para que cozinhem e vire-as delicadamente para que fiquem igualmente douradas.
  8. Faça seu pesto, como explicamos aquí.
  9. Com tudo pronto, forre a forma de bolo inglês duplamente com o filme plástico, deixando sobras para cobrir a base:
  10. Escolha o legume que grelhou mais belamente - abobrinha ou berinjela - e capriche, forrando toda a base.
  11. Passe uma camada de queijo, e vá alternando com legumes, pensando no contraste das cores de cada um. Junto aos tomates, passe o pesto (fiz só uma camada para não encobrir os outros sabores, mas, por fim, adicionaria mais uma na próxima vez. A minha ficou assim: berinjela> queijo> tomate> pesto> queijo> abobrinha> queijo> pimentão> queijo >aspargos> queijo> berinjela.
  12. Cubra com as sobras do plástico e deixe na geladeira por uma noite;
  13. Na hora de servir, puxe o filme para desenformar, coloque numa bela travessa e espere os elogios.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Berinjela ao shoyu com pimentão amarelo;





Para acompanhar qualquer carne, consumindo de forma saborosa a dose diária de legumes, fazemos esse acompanhamento quase toda a semana. Nesse caso servimos com peixe - grelhado na famosa grelha da Liberdade - e uma saladinha. O melhor é que você pode variar os legumes...

Berinjela ao shoyu


Ingredientes

  • 2 berinjelas;
  • 2 pimentões - opicional;
  • 1/2 cebola;
  • 2 colheres (sopa) de azeite;
  • 4 colheres (sopa) de shoyu;

Preparo

  1. Pique a cebola em tiras, a berinjela em cumos de aproximadamente 1,5 cm, e o pimentão em quadrados do mesmo tamanho - descarte as sementes e o cabo;
  2. Esquente em uma panelinha o azeite, refogue a cebola e acidione os outros legumes, até que cozinhem, liberando sua umidade e tornando-se macios;
  3. Desligue o fogo e tempere com o shoyu.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Peito de Peru da Nigella





Adoro peito de perú: é uma das carnes mais leves e saborosas que eu conheço.. Divido essa opinião com a musa Nigella, de quem retirei essa receita, de seu livro Nigella Express. Tia Nige é inegavelmente uma das mais carismáticas, reais, belas e simpáticas personalidades gastronômicas que existe, e suas descrições maravilhosas de pratos super simples tornam este livro uma ótima compra.

Encontrei Roti de perú no Santa Luzia, e não sabia exatamente como seria o corte dessa carne. Basicamente, veio um peruzinho inteiro - vazio, graças a Deus!. Bem... lidar com carne é uma daquelas habilidades culinárias que ainda não adquiri por completo, e dividí-los em filés foi um desafio. Luci, a ajudante aqui em casa,  intercedeu na hora certa, e consegui filés menos mutilados. hahahah! Próximo objetivo: aprender corte de carnes!


Peito de peru bêbado com molho de anchovas e pickles
Fonte: Nigella Express
Ingredientes
  • Filés de peito de Perú;
  • de Pickles;
  • de vermute - usei ;
  • de anchovas;
  • de azeite;
  • de dill (também chamado de endro);
  • Pimenta do reino moída na hora a gosto.
Preparo
  1. Corte o roti de perú em filés (caramba! é difícil!);
  2. Faça uma marinada com o azeite, o vermute, o dill, as anchovas e a pimenta para banhar o perú até a hora do preparo - idealmente no mínimo 4 horas antes. Coloque o perú marinado na geladeira até a hora do preparo;
  3. Esquente uma frigideira de fundo pesado e coloque a marinada, desfazendo as anchovas;
  4. Grelhe o peito de perú e reserve-o;
  5. Na frigideira, coloque o pickles com um pouco de água, para absorver o molho e adicione o vermute após alguns minutos. Deixe reduzir por 1 minuto;
  6. Regue o peito de perú com o molho, e salpique dill.

Para servir, seguí o conselho da Nigella, que sugere brócolis com molho e batatas. Aí vai a receita da tia Nige, de um molho de mostarda e alcaparras para o brócolis, - que até eu, que não curto alcaprras, gostei - e das batatinhas com ervas deliciosas que eu inventei!

Brócolis da Nigella

Ingredientes
  • 1 maço de brócolis;
  • 2 colheres de mostarda Dijon;
  • 2 colheres de alcaparras;
  • 75g de manteiga;
  • suco de 1/2 limão;
  • (adicionei um pouco de água)
Preparo:
  1. Cozinhe o brócolis até que fique al dente - preste atenção nos pequenos indivíduos que podem surgir flutuando na água - eeeeeca!)
  2. Escorra o brócolis e deixe a panela no fogo para evaporar - assim você não suja mais louça - hehe;
  3. Adicione a mostarda, a manteiga e o limão e mexa no fogo baixo, para emulsificar;
  4. Desligue o fogo e adicione as alcaparras e a água. Coloque em uma molheira e sirva com o brócolis.

Batatas bonitinhas da Anna



Ingredientes
  • 5 batatas pequenas;
  • 1 maço de ervas - usei sálvia, manjericão, alecrim, tomilho e orégano fresco;
  • 2 colheres (sopa) de azeite;
  • 3 dentes de alho;
  • 1 maçã;
  • Sal, pimenta do reino e pimenta caiena a gosto;

Preparo:


  1. Preaqueça o forno a 220°C;
  2. Não descasque. Corte cada batata em pedaços de aproximadamente 3 cm;
  3. Cozinhe até que os pedaços amoleçam um pouco e escorra;
  4. Em uma assadeira, misture o azeite, as ervas e os temperos;
  5. Pique a maçã em pequenos pedaços, e cada dente de alho em 4;
  6. Coloque o alho, a batata e as maçãs na assadeira, e misture tudo com a mão, assegurando-se que o molho cobriu todos os pedaços;
  7. Asse por aproximadamente 40 minutos, até que sequem um pouco, mexendo algumas vezes para igualar cada lado.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Suflê de alho poró


Aha - uhul! Suflê da Anna!



Eu tinha uma grande vontade de fazer um suflê, devido a toda essa aura de mistério que os rodeia... meio musse, meio omelete... Facilmente dá errado. Experimentei o de goiabada com catupiry no Carlota (huuuuuummmm...), e decidí que tentaria a misteriosa receita. Pesquisando, vi que nada mais é do que um molho de queijo, misturado a gemas, cujas claras são separadas e incorporadas em neve. Com meus ramequins em mãos, escolhi uma receita da revista Casa e Comida, que ando comprando: lindas fotos, receitas modernas e diferentes e dicas super originais para festinhas.

Algumas considerações sobre suflê: Não acredite no que falam. Fazer um molho branco, misturá-lo às gemas e depois às claras em neve e colocá-lo no forno foi um trabalho super simples. Me estressou muito menos do que algumas receitas costumam fazer - acho que minha confiança na terra do fogão está aumentando! Apenas assegure-se que você incorporou delicadamente as claras, e por igual, ou um de seus suflês pode crescer menos, como aconteceu com os meus. Outra coisa: As pessoas esperam pelo suflê - até mesmo um provadrs grego descacreditado e apressado, petiscando linguiças (eca!). , mas o suflê não espera pelas pessoas. Ele deve ser consumido assim que sair do forno. Finalmente, se você ainda não sabe, a luz do fogão é para ser usada. Não abra o forno, ou seu suflê irá desmoronar. Minha conclusão: receita fácil, que deixou um jantar de dia de semana com cara de restaurante, e me fez sentir muito esperta :) hahahah.

Alguns contratempos - em cima da hora, ví que não tinha parmezão, e omiti. Dá certo, só ficaria um pouco mais salgado.

Vamos ao que interessa:

Suflê de alho poró

Para 4 pessoas - ou 3 como prato principal



Ingredientes
  • 4 talos de alho poró;
  • 2 colheres de manteiga;
  • 4 ovos;
  • 1 colher de mostarda dijon;
  • 1 colher de sopa de farinha de trigo;
  • 1 caixinha/200 ml/ 1 xícara de creme de leite fresco;
  • 200 ml/ 1 xícara de leite;
  • 100 g de queijo gruyere;
  • 2 colheres de sopa de queijo parmezão;
  • Sal e pimenta para temperar

Preparo
  1. Lave e pique o alho poró em rodelas finas;
  2. Leve uma frigideira para esquentar com a manteiga e refogue em fogo brando o alho poró até que fique macio;
  3. Salpique a farinha e adicione o leite, mexendo até que engrosse;
  4. Adicione o creme de leite, a mostarda, o queijo ralado e os temperos, mexendo até que fique bem cremoso. Deixe amornar;
  5. Separe as gemas  das claras;
  6. Bata as gemas com um garfo, e adicione ao molho;
  7. Preaqueça o forno a 
  8. Unte ramequins com manteiga e farinha;
  9. Bata as claras em neve, e adicione delicadamente ao molho até que fique uniforme;
  10. Coloque no forno, e deixe fechado até dourar bem.
  11. Sirva na hora e sinta-se uma chef!

Para acompanhar, uma saladinha legal: folhas diversas, tomate, pepino, nozes pecã, pimenta rosa, queijo de cabra, um bom azeite e vinagre balsâmico.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Ratatouille















Eu pretendia tirar fotos mais caprichadas, diferentes, mas tamanha era o cheiro e a fome - minha e dos gulosos que esperavam sentados na mina frente - que tirei só essas...

É a segunda vez que faço esse prato, inspirada pelo filme Ratatouille. Eu diria que é meu desenho animado preferido, afinal, tem coisa mais fofa: desenho + Franca + Comida?!? Ok, da pra ver que eu, Anna, amo a França.
Ratatouille é um prato rústico, típico da região da Provence, no qual não pode faltar tomate e berinjela, porém que também pode conter abobrinhas, batatas, cogumelos... Esse ragu de legumes rústico é considerado um prato camponês, sendo um acompanhamento delicioso. É veggie, encorpado, aconchegante, barato e ao mesmo tempo faz presença, por isso pretendo repetir milhares de vezes a receita. O importante é tentar encontrar legumes com a mesma espessura, que dão um visual mais uniforme - eu, meio lesada, fico horas admirando os legumes no supermercado em busca de criaturinhas com espessuras parecidas. Imagino que minilegumes sejam uma boa alternativa. 

Procurei em muitas fontes, com algumas variações entre sí. Encontrei uma boa receita aqui, e fiz algumas modificações (parece que ratatouille e tian sao muito parecidos, e vem do mesmo lugar! - se alguém souber a diferença, me comunique). Na receita anterior, fiz com pimentoes em cores variadas, que conferem um sabor excelente.
Assegure-se de ter um bom tempo para fazer o prato, pois, embora seja fácil, é trabalhoso e demanda capricho. Eu encaro o tempo para cortar os legumes como uma pausa para refletir :) - as vezes reflito até demais e corto meus dedos.

Ratatoille
ou Tian de Legumes?

Ingredientes

  • 1 berinjela (Se você encontrar a roja rajada no supermercado, fica linda!);
  • 2 abobrinhas pequenas;
  • 1 cenoura (invenção minha...);
  • 2 tomates médios;
  • Opicionais: pimentões de várias cores, abóbora, batata, cogumelos...);
  • 1 talo pequeno de alho poró;
  • 1 cebola roxa;
  • 2 dentes de alho;
  • 4 colheres (sopa) de azeite de oliva;
  • Queijo parmesão;
  • Tomilho ou manjericão;
  • Sal e pimenta a gosto;
+ 1 bela tijela refratária (essa tijela verde é a minha favorita)

Preparo
  1. Esquente uma frigideira com 2 colheres de azeite;
  2. Pique separadamente o alho poró e a cebola em tiras e o alho, finamente;
  3. Refogue o alho poró, e depois adicione a cebola e o alho, até que comecem a amarelar;
  4. Tempere com sal e pimenta;
  5. Coloque essa camada de refogados na base do refratário e espalhe;
  6. Pique os legumes e deixe-os em potes separados;
  7. Pré aqueça o forno a 200º C;
  8. Invente uma sequência de legumes, colocando lado a lado fatias de cores contrastantes, e vá repetindo essa sequência, formando uma espiral no refratário. Como é difícil encontrar legumes de espessuras idênticas, uma outra boa dica é arrumar a sequência por ordem de tamanho, assim fica mais fácil enxergar todas as camadas;
  9. Coloque as 2 colheres restantes de azeite assim como o sal, a pimenta e a erva de sua preferência;
  10. Cubra com papel alumínio, e deixe no forno por 45 minutos;
  11. Tire o papel alumínio, coloque o queijo, e asse por mais 30 minutos;
Essa receita pode ser comida quente ou fria, e também fica ótima no dia seguinte!

PS: se você está numa ocasião mais apressada ou informal, não deixe de fazer o ratatouille: não há problema em cortar os legumes em cubinhos e assá-los. Alguns até refogam os legumes, ao invés de colocá-los no forno. Entretanto eu cismei em fazer o prato igual ao do desenho animado...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Espetinho Oriental de Frango e Beringela






A nave mãe deixara uma bandeja de frango e uma berinjela GG no balcão da cozinha. O que fazer com isso? Estamos em uma fase de berinjela ao shoyu, então, decidimos combinar esse prato ao michuí de frango que fizera outro dia. - pena que não teve foto! Aquí está o resultado, um almoço ótimo e leve.

PS: Não asse, como fiz dessa vez por razões de força maior, pois isso deixa o frango seco. Grelhe.

Espetinho Oriental de Frango e Beringela


Ingredientes

  • 16 espetos de churrasco mergulhados em água
  • 1/2 xícara (chá) de shoyu;
  • 1/2 xicara (chá) de suco de laranja;
  • 2 colheres (sopa) de azeite;
  • 1 bandeja de filé de frango (de preferência orgânico);
  • 1 pimentão verde;
  • 1 berinjela grande
  • 1 dente de alho descascado;
  • 1 cebola roxa gande;
  • pimenta do reino moída na hora;
Preparo
  1. Prepare a marinada: em uma tigela grande, coloque o shoyu, o suco, o alho e o azeite e misture;
  2. Corte o filé de frango em pequenos cubos, e deixe-o marinando na geladeira por 4 horas (na pressa, 20 minutos já fazem a diferença...);
  3. de 5 a 10 minutos antes de começas os espetos, corte os legumes em cubos (menos a cebola; esta, deixe em gomos). Mergulhe a berinjela na marinada;
  4. Monte os espetos;
  5. Grelhe-os em uma frigideira (com um fio de azeite) ou grelha (não precisa do azeite).
Coma acompanhado de uma salada verde;

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Legumes Recheados Gregos







Mais uma receita do caderno da avó grega (da Anna), com a compilação de quase todo o legado culinário dela. A Dona Ariadne passou a vida inteira na cozinha, tendo paixão por preparar banquetes gregos, de dezenas de pratos. Meu avô a conheceu procurando uma namorada que soubesse cozinhar, na porta de um curso de culinária. No Brasil, era comum irem para a praia e voltarem de imediato, só para comprarem um peixe para o jantar. Esse mesmo avô costumava receber amigos à qualquer hora, sem avisar, entretanto Dona Ariadne colocava um sorriso no rosto e preparava mais uma grande refeição, até mesmo no meio da noite. Mesmo com mais idade, nunca visitava ninguém sem um prato de doce na mão, carregando sempre uma merenda na bolsa. O caderno, escrito pelo meu pai, enquanto ela tentava estimar quantidades de ingredientes de receitas feitas  "à olho" com destreza, ainda tem muitas receitas a serem exploradas, sendo que poucas delas pude experimentar, pois eu era uma criança meio fresca para comer. Segundo a mãe da Mari: "Comia que nem um passarinho, só queria saber dos beijinhos de coco da Sandra".

Nunca serei uma "mulher de Atenas", como a minha avó, mas acho que parte dessa paixão por comida passou dela para mim, mesmo fazendo pratos diferentes, mais contemporâneos. Através desse caderno, espero ir aos poucos aprendendo um pouco do legado dela, deixando os resultados no blog. Quem diria, hein, Dona Ariadne? 

Vamos ao que interessa: Os legumes recheados gregos são uma receita que não leva carne, diferentemente da técnica italiana. Leves, reconfortantes, vegetarianos e extremamente saborosos, recheados de arroz, que absorve cada gota de sabor dos legumes. São demorados, mas bem fáceis. Quando faço, faço o equivalente para 4 em 2 refeições, pois eles ficam melhores no dia seguinte, com o aroma absorvido. Sintetizam a culinária do mediterrâneo.

Legumes Recheados Gregos / "Gemistá"
Fonte: Caderno de relíquias da Dona Ari

Ingredientes:
  • 4 Tomates (O tamanho do tomate é inversamente proporcional à intensidade de seu sabor, por isso, não escolha tomates muito grandes, como eu tentei fazer desta vez);
  • 4 Legumes (Berinjela ou Pimentão);
  • 2 xícaras de arroz;
  • 3/4 de cebola cortada em pequenos pedaços;
  • 2 dentes de alho picado;
  • Passas;
  • Salsinha;
  • Azeite;
  • Açúcar refinado;
  • Sal e pimenta do reino moída na hora.
Preparo:
  1.  Corte tampas para os tomates e reserve. Retire as polpas e reserve também. Corte as tampas dos pimentões, reserve, e jogue fora as sementes. Esfregue sal e açúcar nos legumes, para equilibrar a acides, e deixe-os de ponta-cabeça, para escorrerem;
  2. Enquanto escorrem, lave o arroz e escorra;
  3. Refogue rapidamente em uma panela o alho e a cebola;
  4. Adicione o arroz, refogue;
  5. Adicione a polpa do tomate e um pouco de água;
  6. Deixe o arroz cozinhar até um pouco antes do ponto. Ele deve estar LEVEMENTE mais rígido, pois entrará no forno.
  7. Regule o tempero, adicione a salsinha e as passas;
  8. Estufe os tomates e os pimentões com o arroz (tente se controlar para não comer o recheio sozinho, pois é tentador!)
  9. Regue com azeite, generosamente.
  10. Leve ao fogo médio por mais de uma hora, até que as tampinhas comecem a ficar esturricadas.

Diferente do comum e maravilhoso!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Lasanha Veggie Transloucada





A procura de mais um jantar leve (e fácil, por favor!), encontramos a Lasanha Light de Legumes do Panelinha. Entretanto, a receita foi um pouco desvirtuada: um queijo forte alí para dar um sabor, uma camada de batatas lá... Esse prato tem uma história meio melancólica: foi desprezado no dia em que foi preparado, pois a cozinheira não sabia que a empregada já havia preparado salmão para o jantar. Ao abrir o fogão, para colocar sua linda lasanhazinha, lá estava o peixe! Enfim, pode-se afirmar que a lasanha fica deliciosa também no dia seguinte. Aí vai a nossa "Lasanha Veggie transloucada":



A Lasanha vegetariana Transloucada

Molho Branco

Ingredientes
  • Meio pacote de ricota;
  • 1/2 xícara de Leite;
  • Salsinha;
  • Um pouco de queijo forte (gorgonzola, grana padano...)
  • Sal e pimenta do reino moída na hora.
Preparo

  1. Misture tudo, apenas, e tempere a seu gosto. Reserve.



Molho de Tomates:

Ingredientes
  • 1 lata de tomates pelados;
  • 5 tomates holandeses frescos, vermelhos e saborosos;
  • 1/2 cebola picada;
  • 2 dentes de alho picados;
  • Orégano;
  • Louro;
  • Sal e pimenta para temperar.
Preparo


1. Ferva água em uma panela, e deixe uma vasilha com água e gelo ao lado. Corte um "x" na base dos tomates, e deixe-os cozinhar por alguns segundos, retirando-os com uma escumedeira e colocando na vasilha com água gelada. O choque térmico descolará a pele dos tomates. Retire-a em seguida, e remova as sementes. Pique-os em cubos.
2. Refogue a cebola e o alho, e adicione os cubos de tomate, o louro, o orégano e o tomate pelado. Deixe cozinhar com a panela tampada por, no mínimo, dez minutos. Você pode retirar a tampa após um tempo e deixar o molho reduzir um pouco. Tempere a gosto.


Legumes

Ingredientes
  • 2 Batatas médias;
  • 1 Beringela;
  • 1 Abobrinha;
  • 1 Cenoura.
  • Use sua criatividade: é possível colocar folhas de escarola, ou algum outro legume!
Preparo
1. Corte em fatias finas todos os legumes.
2. Cozinhe as batatas até que amoleçam e, nos minutos finais, adicione as cenourar para que amoleçam também. Escorra.


Montagem

Adicione uma camada de batatas (as mais pesadas);
Camada de molho branco;
Camada de legumes;
Camada de molho vermelho;
Camada de legumes;
(...)
Finalize com o molho vermelho, e como uma boa lasanha light DESVIRTUADA, coloque uma boa camada de parmezão para gratinar.

Leve ao forno por 1 hora.

sábado, 6 de novembro de 2010

Pratão 01: Frango Grelhado, vagem ao shoyu, purê de mandioquinha e arroz sete grãos



Pratão: uma série de dicas, de almoços feitos durante as férias.


Frango Grelhado, vagem ao shoyu, purê de mandioquinha e arroz sete grãos


Obs: muita comida!!!

 1. Frango Grelhado:
     Tempere os filés com sal, pimenta do reino moída na hora, um pouco de tomilho, esquente uma frigideira ou grelha com um fiozinho de azeite e grelhe.

2. Vagem ao shoyu
    Ferva uma panelinha com água, e enquanto isso corte o cabinho da vagem (preferencialmente vagem holandesa). Cozinhe até que fique al-dente, ou seja, um meio termo entre macia e crocante. Retire as vagens da água, colocando na água com gelo (para interromper o cozimento, sem deixá-las molengas). Coloque shoyu, suco de limão, açúcar mascavo, um pouco de azeite e gergelim em uma panela, deixe reduzir um pouco e adicione as vagens escorridas, mexendo bem. Fica ótimo!

3. Purê de mandioquinha
    Descasque a mandioquinha, corte em rodelas e cozinhe até amolecer. Passe ainda quente pelo espremedor, volte à panela, adicione uma colher de sopa de manteiga e leite, corrija o sal. Tempere à gosto e misture vigorosamente até obter consistência de purê.

4. Arroz sete grãos
     Cozinhar na medida indicada na embalagem com água ou até caldo de legumes. Não deve ser refogado previamente.

5. Saladinha básica
    Apenas alface crespa, tomates cherry, cenoura, un queijo branco e erva-doce, temperados em um fio de azeite, vinagre balsâmico e sal.